Se precisa de um bom pavimento de Calçada à Portuguesa em sua casa, Roc2c é a solução!
Mostrar mensagens com a etiqueta Alcobaça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alcobaça. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de julho de 2012

HCT - A aldeia do hóquei em patins, emblema do clube em calçada portuguesa

Na década de 50 viviam-se os anos de ouro do hóquei em patins nacional. Pelo rádio do Sr. António Alves Ribeiro, um dos poucos na região, um grupo de jovens escutava os relatos dos jogos internacionais que, todos os anos pela Páscoa, a selecção nacional disputava no Torneio de Montreaux, na Suíça.
Esses jovens, progressistas, dinâmicos e com vontade de vencer, foram os pioneiros do maior empreendimento desportivo e recreativo jamais conseguido em Turquel.
Entre eles, encontravam-se o Sr. Luís Ribeiro e o Sr. Martinho Ribeiro, na altura com cerca de 15 anos, que tomaram a dianteira do projecto.
De acordo com estes fundadores, a ideia de formar o Hóquei Clube de Turquel surgiu numa altura em que o clube de futebol local passava por sérias dificuldades tais como a desmotivação causada pelos maus resultados.
Influenciados pela “boa saúde” do hóquei em patins nacional e pelo facto de ser necessário um reduzido número de jogadores para formar uma equipa, iniciam-se na modalidade.
Com loureiros fazem sticks e com trapos constróem bolas. No lugar de Pinheiros começam a dar os primeiros passos no hóquei. Mais tarde, num pátio ao ar livre existente onde é agora o Centro Paroquial de Turquel, iniciam-se na patinagem e nas quedas em patins.
No início dos anos 60 começa-se a vislumbrar a concretização do projecto. O Dr. Joaquim Guerra entusiasmou-se com a vontade dos jovens e decidiu apoiá-los. Simultaneamente, a equipa de hóquei ia funcionando, embora não oficialmente. Em 1961 jogaram com o Ginásio de Alcobaça e perderam por 7-1. A equipa era, na altura, constituída por um guarda-redes, Luís Roxo, e por apenas cinco jogadores de campo, Luís Ribeiro, Martinho Ribeiro, Adelino Roxo, Viriato Oliveira e José Mateus. Apesar da derrota ficaram contentes por terem marcado um golo frente a uma equipa que usufruía de condições para a prática do hóquei em patins. A equipa do Turquel disputou este jogou com sticks de infantis, patins em segunda-mão e os restantes materiais construídos por eles. Os fundos para estas coisas eram conseguidos à saída da missa, aos domingos, vendendo bolos às cartas.
Os jogadores do Turquel nunca tinham assistido a um jogo oficial e recorriam, por isso, à imaginação e a um livrinho da Federação Nacional de Patinagem que tinha as regras. 
Na edição de Setembro/Outubro de 1962 do jornal local de então, o “Turquelense”, refere-se a inauguração do rinque a 26 de Agosto desse ano. É ao Dr. Joaquim Guerra que se deve a construção. 
No dia da inauguração realizou-se um jogo de juniores e um de seniores. Os juniores defrontaram e venceram, por 1-0, uma equipa que se encontrava em colónia de férias na Quinta da Granja. Já os seniores jogaram com a equipa de Alcobaça e perderam por 7-2, sendo os dois golos marcados por Manuel e António Guerra.
Construído o rinque restava a constituição legal do clube. O processo foi moroso e quando foram necessários os documentos, para a constituição do clube, o Sr. Luís Ribeiro tinha apenas 20 anos, para assinar era necessário a maioridade de 21 anos, pelo que teve que abdicar da sua condição de sócio número 1 a favor do Dr. Joaquim Guerra.
A 25 de Junho de 1964 o clube é constituído oficialmente, sendo o presidente o Dr. Joaquim Guerra, o secretário o Sr. Luís Ribeiro e o tesoureiro o Sr. Martinho Ribeiro.
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Baía São Martinho do Porto





A sua baía de águas calmas, areia fina e muitas outras surpresas como o cais de descarga de limos ou as imponentes dunas de Salir do Porto, fazem desta vila do concelho de Alcobaça uma das mais bonitas praias de Portugal.

Uma peculiar forma de semicírculo perfeito que tornam especial e única a Baía de São Martinho, resultado de um processo local de modificação da ondulação e em baixa profundidade em relação ao nível do mar.


A sul da Baía de S. Martinho estende-se a Serra do Bouro, esta zona é marcada pelos afloramentos rochosos que se estendem pelo mar dentro, as quebradas, alternando com falésias. No lado oposto, desenvolve-se para norte a Serra de Mangues, com características diferentes, menos acidentada e rochosa.
Nesta zona é ainda possível observar espécies de aves pouco comuns como andorinhão real, melro-azul, peneireiro, rabirruivo, várias espécies de gaivotas, corvo, entre outras.

A Rua dos Cafés (Rua Vasco da Gama) é o centro da vida social de S. Martinho.
Do lado norte está um largo onde se encontra o posto de turismo, a capitania, o inicio do cais, o inicio da avenida marginal e um jardim onde com alguma frequência se realizam eventos de animação cultural. É típico da vila ruas e passeios em calçada branca.

Merece ser visitado os miradouros do facho e do Cruzeiro pela beleza das paisagens que proporcionam.

A Baía de São Martinho também foi candidata a “Maravilha Natural” com a participação da Câmara Municipal de Alcobaça no concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal”.


Fotos: Celso Gonçalves Roc2c Nov/2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Viajando pela História – Praia de São Martinho do Porto






A Baía de São Martinho do Porto é um acidente geográfico que, pela sua forma, em concha perfeita, é único no país e na Europa, protegida da fúria do Atlântico, começou por ser terra de pescadores, mas cedo lhe deram outros usos.

A povoação de S. Martinho do Porto foi fundada pelos monges do Mosteiro de Alcobaça, no século XIII.

Esta praia é o último vestígio do antigo golfo que se estendia até Alfeizerão até ao século XVI. A antiga Lagoa de Alfeizerão seria navegável desde o mar em S. Martinho até Tornada, tendo existido um porto de mar em Alfeizerão.


Hoje resta a concha de S. Martinho do Porto, uma bacia marítima de forma elíptica, com águas calmas e arvoredo envolvente, constituindo um porto natural de paisagem única. Possui cerca de 3 quilómetros de areal e uma barra com 250 metros de abertura, entre os Morros de Santana a sul e do Farol a norte.

Até finais do século passado São Martinho do Porto foi um dos principais portos do País, nos dias de hoje é porto de recreio e de apanha submarina de algas.

Nesta Baía desagua o rio Tornada, obrigando a cuidados especiais contra o assoreamento e a poluição.


Calçada da Glória, uma das ruas antigas da vila de S.Martinho do Porto em Calçada à Portuguesa.


Sonhos por concretizar

Entre 1898 e 1921 houve várias tentativas para o desenvolvimento balnear e termal na praia de S. Martinho do Porto, encontram-se registos, pedidos de licenciamento e um plano “Plano Geral do desenvolvimento Industrial e de Turismo”.Mais tarde, em 1927, foi publicado na revista “Arquitectura”, da responsabilidade de Fernando P. de Magalhães.

Estes sonhos partiram de um conjunto de capitalistas de onde de destacam José de Azevedo Castelo Branco e John George, com o objectivo de explorar as Águas de Salir. Propuseram-se a construir um estabelecimento balnear com 2 pisos, dois hotéis, casino, parque, bairro de moradias, praça de touros, clube desportivo com campos de ténis e um grande campo de jogos, assim como uma pista de aviação e hangar para hidroaviões. Não conseguiram aprovação para os concretizar.


Em 1931, escreveu-se no jornal “A voz de São Martinho”: “São Martinho do Porto foi criado por Deus para os pequeninos, e a obra ficou tão delicada e perfeita que só os homens a podem estragar”.


Fotos: Celso Gonçalves Roc2c Nov/2011