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terça-feira, 10 de abril de 2012

Noticia: Industria Extractiva


 Sector representa 0,8% do Pib nacional

Portugal exportou 438 milhões de euros de pedra em 2011

O sector da pedra natural é responsável por mais de 1% das exportações nacionais, traduzindo-se, no ano de 2011, em cerca de 438 milhões de euros. Representa, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 0,8% do Pib (produto Interno Bruto).
Trata-se do principal responsável pelo desenvolvimento económico e social das regiões onde predominam aquelas matérias-primas e onde, consequentemente, há também uma maior concentração das atividades de extração e transformação da pedra, destacando-se o Maciço Calcário Estremenho, onde, se incluem os distritos de Leiria e de Santarém, o Alentejo (Borba, Estremoz e Vila Viçosa), Pêro Pinheiro e Montelavar, no distrito de Lisboa e algumas regiões do interior do Norte de Portugal. E igualmente o principal responsável pela criação de postos de trabalho nestas regiões, onde, de acordo com o INE, existem, globalmente, cerca de 600 empresas, sobretudo PME, que se dedicam à extração de rochas ornamentais e mais de mil ligadas à transformação.
Miguel Goulão, vice-presidente da' Assimagra, adianta que em Portugal a indústria extrativa "quase dobra a média nacional no que respeita ao rendimento declarado de todos os sectores de atividade económica", sendo que a média deste sector "situa-se nos 83 mil euros contra os 47 mil euros da média nacional': À frente desta atividade, "só mesmo os sectores energéticos, de comunicações e financeiro", sublinha.
Numa análise mais contextualizada no panorama internacional, Portugal está entre os 10 maiores produtores e exportadores de pedra natural. China, India, Turquia e Irão lideram, seguidos de Ilia, Brasil, Espanha Portugal surge em 8° lugar. Alguns estudos internacionais revelam mesmo que "se a análise for feita tendo como parâmetro o volume de exportações per capita, o nosso Pais é, neste sector, o segundo maior produtor, apenas ultrapassado pela Itália", considera Miguel Goulão.

Foto de uma das pedreira Roc2c em Serra Aire e Candeeiros

Exportações Aumentam

As exportações portuguesas de rochas ornamentais aumentaram 2% em 2010, face a 2009, aproximando-se dos valores dos sectores da cortiça e vinho e representando já o dobro do peso do azeite na balança das exportações nacionais: Os dados definitivos do INE apontam para valores de 438.753.770 euros em 2010 contra 430.715.420 euros em 2009, um crescimento que se deveu ás vendas para a China, que lideraram as subidas que progrediram mais de 51%, fazendo daquele país "um dos melhores clientes das rochas
ornamentais portuguesas". Em 2011, o volume de exportações manteve-se quase inalterável (cerca de 438 milhões de euros).
Foto de uma das pedreira Roc2c em Serra Aire e Candeeiros

Houve, no entanto, outros países que procuraram mais a pedra portuguesa, sinal de que os empresários buscam outros mercados para fazer face à crise da construção civil, principalmente os que se dedicam apenas à transformação. Além da China (+9%), surgem França, o segundo destino das exportações do sector, que registou um aumento de encomendas de 19%, Bélgica de 30%, Marrocos (194%), India (21 %), Coreia do Sul (95%), Singapura (52%), Taiwan (30%), entre outros.

Apesar deste aumento de vendas para a China, Miguel Goulão não fala de dependência daquele país do Extremo Oriente mas de "uma bem-sucedida fidelização que os empresários portugueses da indústria da pedra têm sabido fazer deste cliente que nos anos mais recentes tem revelado manifesta preferência pelo calcário português”.

Sendo a China uma economia emergente, num acelerado ritmo de construção, é natural que opte pela matéria-prima portuguesa. "O calcário português goza de prestígio internacional pelas suas características estéticas - homogeneidade e paleta cromática - e também pelas suas características físicas e mecânicas, pelo que a indústria nacional só tem de continuar a corresponder, com uma resposta atempada às encomendas e com um serviço de qualidade", explica.

Os empresários portugueses não têm, de qualquer modo, descurado os outros mercados emergentes, de tal forma que, há pouco mais de um mês, sete empresas portuguesas deslocaram-se pela primeira vez à India para participar na Stona, a maior feira da pedra naquele país."Fizeram-se muitos contactos que poderão vir a dar frutos", diz o responsável da Assimagra, recordando que, atualmente, as exportações portuguesas para" a India já representam um milhão de euros, "E um mercado com uma classe média de 300 milhões de consumidores e com boas perspetiva de crescimento”.

Há cerca de um mês outra missão de empresários deslocou-se também ao Brasil, à Vitória Stone Fair, e no início de Abril irá mais uma a Xiamen, na China. "Desde que a economia europeia abrandou que os empresários da indústria da pedra têm procurado, cada vez mais, a diversificação dos mercados, designadamente a captação dos mercados emergentes':
Só na região de Leiria, há empresas a exportar também para o Japão, para a Tailândia e para a Coreia do Sul, entre outros países. 

Noticia retirada do "Jornal de Leiria" edição nº1446
Foto: Celso Gonçalves Roc2c