Rua Sacadura Cabral , Alcanena, Portugal
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Noticia: Industria Extractiva
Portugal exportou 438 milhões de euros de
pedra em 2011
O sector da pedra natural é responsável por mais de 1% das exportações nacionais, traduzindo-se, no ano de 2011, em cerca de 438 milhões de euros. Representa, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, cerca
de 0,8% do Pib (produto Interno
Bruto).
Trata-se do principal responsável pelo
desenvolvimento económico e social das regiões onde predominam aquelas matérias-primas e onde, consequentemente, há também uma maior concentração das atividades
de extração e transformação da pedra, destacando-se
o Maciço Calcário Estremenho,
onde, se incluem os distritos de Leiria e de Santarém, o Alentejo (Borba, Estremoz e Vila Viçosa), Pêro Pinheiro e Montelavar, no distrito de Lisboa e algumas
regiões do interior do Norte de Portugal. E igualmente o principal responsável pela criação de postos de trabalho nestas regiões, onde, de acordo
com o INE, existem, globalmente, cerca de 600 empresas, sobretudo
PME, que se dedicam à extração de rochas ornamentais e mais de mil ligadas à transformação.
Miguel
Goulão, vice-presidente
da' Assimagra, adianta que
em Portugal a indústria extrativa "quase dobra
a média nacional no que respeita
ao rendimento declarado
de todos os sectores
de atividade económica", sendo que a média
deste sector "situa-se nos 83 mil euros
contra os 47 mil euros da
média nacional': À frente desta atividade, "só mesmo
os sectores energéticos, de
comunicações e financeiro", sublinha.
Numa análise mais contextualizada no panorama internacional, Portugal está entre os 10 maiores produtores e
exportadores de
pedra natural. China, India,
Turquia e Irão lideram, seguidos de Itália,
Brasil, Espanha Portugal surge em 8° lugar.
Alguns estudos internacionais revelam mesmo que "se a análise for feita
tendo como parâmetro o volume de exportações per
capita, o nosso Pais é,
neste sector, o segundo
maior produtor, apenas ultrapassado pela Itália", considera Miguel Goulão.
Foto de uma das pedreira Roc2c em Serra Aire e Candeeiros
Exportações Aumentam
As exportações
portuguesas
de rochas ornamentais aumentaram 2%
em 2010, face
a 2009, aproximando-se
dos valores dos sectores
da cortiça e vinho e representando
já o dobro do peso do azeite na balança
das exportações nacionais: Os dados definitivos
do INE apontam para valores de 438.753.770 euros em
2010 contra 430.715.420 euros em 2009, um
crescimento que se deveu
ás vendas para a China,
que lideraram as subidas que progrediram
mais de 51%, fazendo
daquele país
"um dos melhores clientes das rochas
ornamentais portuguesas". Em 2011, o volume de exportações manteve-se quase inalterável (cerca de 438 milhões de euros).
ornamentais portuguesas". Em 2011, o volume de exportações manteve-se quase inalterável (cerca de 438 milhões de euros).
Houve, no entanto, outros países que procuraram mais a pedra
portuguesa, sinal de que os empresários buscam outros mercados para fazer face à
crise da construção civil, principalmente os que se dedicam apenas à transformação. Além da
China (+9%), surgem França, o segundo destino das exportações do sector, que registou
um aumento de encomendas de 19%, Bélgica de 30%, Marrocos (194%), India (21 %), Coreia do
Sul (95%), Singapura (52%), Taiwan (30%), entre outros.
Apesar deste aumento de vendas para a China,
Miguel Goulão não fala de dependência daquele país do Extremo Oriente mas de
"uma bem-sucedida fidelização que os empresários portugueses da indústria
da pedra têm sabido fazer deste cliente que nos anos mais recentes tem revelado
manifesta preferência pelo calcário português”.
Sendo a China uma economia emergente, num acelerado ritmo de construção, é natural que opte
pela matéria-prima portuguesa. "O calcário português goza de prestígio internacional
pelas suas características estéticas - homogeneidade e paleta cromática - e também pelas suas características físicas e mecânicas,
pelo que a indústria nacional só tem de continuar a corresponder, com uma
resposta atempada às encomendas e com um serviço de qualidade", explica.
Os empresários portugueses não têm, de qualquer
modo, descurado os outros mercados emergentes, de tal forma que, há pouco mais
de um mês, sete empresas portuguesas deslocaram-se pela primeira vez à India
para participar na Stona, a maior feira da pedra naquele país."Fizeram-se muitos contactos que poderão vir a dar
frutos", diz o responsável da Assimagra, recordando que, atualmente, as
exportações portuguesas para"
a India já representam um milhão
de euros, "E um mercado com uma classe média de 300 milhões de
consumidores e com boas perspetiva de crescimento”.
Há cerca de um mês outra missão de empresários
deslocou-se também ao Brasil, à Vitória Stone Fair, e no início de Abril irá
mais uma a Xiamen, na China. "Desde que a economia europeia abrandou que
os empresários da indústria da pedra têm procurado, cada vez mais, a
diversificação dos mercados, designadamente a captação dos mercados
emergentes':
Só na região de Leiria, há empresas a exportar
também para o Japão, para a Tailândia e para a Coreia do Sul, entre outros países.
Noticia retirada do "Jornal de Leiria" edição nº1446
Foto: Celso Gonçalves Roc2c
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Trabalho Roc2c - construção de Muro de Pedra

Vista para Moinho de Pedra, outro trabalho Roc2c

Casal de Val de Ventos, Serra Aire e Candeeiros, Portugal
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c
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