sexta-feira, 7 de março de 2014
O chão de pedras pretas e brancas nasceu há 172 anos
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Projeto de Requalificação da Av. D. José Alves Correia da Silva - Fátima 4º mês - Passadeira em calçada
terça-feira, 18 de setembro de 2012
O PRIMEIRO CÓDIGO QR DO MUNDO FEITO EM CALÇADA PORTUGUESA
A calçada portuguesa, em calcário branco e basalto negro, encontra-se espalhada um pouco por todo o mundo. Foi empregue, pela primeira vez, em Lisboa no ano de 1842, por presidiários, então chamados "grilhetas""
Informação do QR code no Chiado em Lisboa:
"ACABOU DE LER O PRIMEIRO CÓDIGO QR DO MUNDO FEITO EM CALÇADA PORTUGUESA
HISTÓRIA
Olá, bem vindo ao Chiado, o coração de Lisboa.
Neste preciso momento os seus pés estão sobre calçada portuguesa que é
originária de Portugal e que surgiu por volta de 1500 pela mão do Rei D. Manuel
I. Foram as cartas régias de 20 de Agosto de 1498 e de 8 de Maio de 1500,
assinadas pelo rei D. Manuel I, que marcam o início do calcetamento das ruas de
Lisboa, mais notavelmente o da Rua Nova dos Mercadores.
Esta arte resulta do calcetamento com pedras de
formato irregular, de calcário e basalto, que são usadas para formar padrões
decorativos pelo contraste criado entre as pedras pretas e brancas e o conceito
de pavimentação está aliado a uma certa mentalidade romântica, onde se afirma o
valor do nacionalismo, que se vai expressar na busca do passado de signos,
fatos e mitos considerados marcos fundamentais da história de Portugal e da
construção da identidade nacional.
São utilizados por isso na calçada portuguesa
padrões e elementos decorativos tipicamente portugueses, relacionados com
atividades socio económicas, peixes, frutos, cereais, animais, artesanato e
sobretudo o período dos Descobrimentos marítimos onde pontificam caravelas,
sereias, cordas, conchas, ondas do mar, estrelas e esferas armilares. A calçada
portuguesa rapidamente se espalhou por todo o país e colónias tendo-se apurado
o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando
autênticas obras-primas nas zonas pedonais. Daqui, bastou somente mais um
passo, para que esta arte ultrapassasse fronteiras, sendo solicitados mestres
calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro.
E hoje em pleno secúlo XXI esta arte secular funde-se com a
mais moderna tecnologia para o inspirar numa experiência…"
Olá, bem vindo ao Chiado, o coração de Lisboa. Neste preciso momento os seus pés estão sobre calçada portuguesa que é originária de Portugal e que surgiu por volta de 1500 pela mão do Rei D. Manuel I. Foram as cartas régias de 20 de Agosto de 1498 e de 8 de Maio de 1500, assinadas pelo rei D. Manuel I, que marcam o início do calcetamento das ruas de Lisboa, mais notavelmente o da Rua Nova dos Mercadores.
Esta arte resulta do calcetamento com pedras de formato irregular, de calcário e basalto, que são usadas para formar padrões decorativos pelo contraste criado entre as pedras pretas e brancas e o conceito de pavimentação está aliado a uma certa mentalidade romântica, onde se afirma o valor do nacionalismo, que se vai expressar na busca do passado de signos, fatos e mitos considerados marcos fundamentais da história de Portugal e da construção da identidade nacional.
São utilizados por isso na calçada portuguesa padrões e elementos decorativos tipicamente portugueses, relacionados com atividades socio económicas, peixes, frutos, cereais, animais, artesanato e sobretudo o período dos Descobrimentos marítimos onde pontificam caravelas, sereias, cordas, conchas, ondas do mar, estrelas e esferas armilares. A calçada portuguesa rapidamente se espalhou por todo o país e colónias tendo-se apurado o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras-primas nas zonas pedonais. Daqui, bastou somente mais um passo, para que esta arte ultrapassasse fronteiras, sendo solicitados mestres calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro.
E hoje em pleno secúlo XXI esta arte secular funde-se com a mais moderna tecnologia para o inspirar numa experiência…"
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Projeto de Requalificação da Av. D. José Alves Correia da Silva - Fátima 4ª semana
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Avenida da marginal em calçada portuguesa, Figueira da Foz
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Projeto de Requalificação da Av. D. José Alves Correia da Silva - Fátima 1ª semana
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Detalhe de desenho artístico em Calçada à Portuguesa com pedras em várias formas geométricas
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Praia da Nazaré, passeio ao longo da marginal em calçada à portuguesa

terça-feira, 23 de novembro de 2010
Rio de Janeiro importa conhecimento de Lisboa para revitalizar calçada portuguesa,"Mar Largo"
O Rio de Janeiro está a importar conhecimento de Portugal para resolver um problema antigo na cidade: a má conservação das calçadas de pedra portuguesa.
O desafio é revitalizar uma profissão que está quase extinta, a de calceteiro.Os calceteiros são responsáveis pela arte de recuperar e fixar as pedras portuguesas nos passeios públicos.
Neste mês de novembro, cinco mestres portugueses de Lisboa estiveram no Rio de Janeiro para formar uma turma de 20 calceteiros que irão replicar o conhecimento para outros que se querem formar na profissão.
"Podemos dizer que as calçadas portuguesas são um pedacinho de Portugal espalhado pelo mundo", disse à Lusa o fiscal de obras da Câmara de Lisboa, Fernando Fernandes, o responsável que coordena os quatro mestres portugueses que vieram ajudar na formação dos calceteiros brasileiros.
"Essa profissão no fundo é uma arte, a arte de trabalhar a pedra. De facto, é uma profissão que corre o risco de extinção, não só cá no Brasil como em Portugal. É uma arte muito dura pela posição do trabalho e o partir a pedra é um trabalho duro também. Hoje em dia infelizmente não é muito bem remunerado", ressaltou Fernandes.
Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, a cidade do Rio é "uma grande cidade portuguesa na América do Sul".
Porém, "ao longo dos anos, o Rio de Janeiro foi perdendo a arte de assentamento das pedras portuguesas", destaca Osório.
"Existe uma especialidade, uma técnica que precisa ser recuperada. E o nosso projeto é que nós possamos formar uma nova geração".

Entre as principais vantagens deste tipo de piso, acrescenta Osório, está a facilidade de absorção de água de infiltração, principalmente numa cidade tropical com fortes volumes de chuva, além de não acumular calor pois o calcário de cor branca reflete.
O carioca Gedião Azevedo, de 47 anos, fez parte da primeira turma de calceteiros na década de 90 e hoje está a reciclar o conhecimento. Apesar de não ter nascido português, a sua paixão é pela pedra portuguesa, garante.
"Os meus colegas estão super animados. Em relação ao trabalho, o mestre português mesmo falou que evoluímos muito", disse à Lusa.
"A paixão da minha vida é a pedra portuguesa, não nasci português, mas sou apaixonado pela pedra portuguesa", destaca.
O Rio de Janeiro possui 1,218 milhão de metros quadrados de calçada em pedras portuguesas.
Muitas áreas do Rio são classificadas, como o desenho em curvas do calçadão de Copacabana, criação do paisagista e arquiteto Burle Max, inspirada na obra histórica da Praça do Rossio, em Lisboa, que usa o padrão "Mar Largo".
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Pavimento de pedra como Arte
Uma das razões mais importantes para este tipo de pavimento foi para evitar que a lama no chão e ruas porque o espaço entre as pedras permite que a água da chuva para ser absorvido, mas existem outras vantagens, como é a durabilidade, a fácil e barato para reparar
O pavimento Português é uma arte decorativa aplicada na maioria das calçadas em todo o país e ex-colónias portuguesas.

Em 1842, o comandante militar, Eusébio Furtado, ordenou aos presos no Castelo de S. Jorge, uma prisão de Lisboa, para cobrir o seu pátio com um zig-zag de azulejos. O delineamento utilizado no andar era um layout simples, mas para a época, o trabalho foi um tanto incomum, tendo dirigido os cronistas potugueses escrever sobre ele e atraiu tanta atenção, não só em Portugal, que foi objecto de um dos primeiras fotografias do mundo por Louis Daguerre.
Sete anos mais tarde, Furtado recebeu uma comissão para preparar toda a área da Praça do Rossio, no centro de Lisboa, com um padrão ondulado conhecido como o "grande mar". Depois disso, o uso de calçadas foi tornada obrigatória para todos os novos projetos de pavimentação na capital Portuguesa.
A calçada rapidamente se espalhou por todo o país e colónias e mestres Portugueses foram convidados a executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro, criando obras-primas em zonas pedonais.
Até o início do século XX, os desenhos foram feitos pelos próprios artesãos, os "calceteiros", que foram inspiradas em motivos tradicionais como esferas armilares, navios, bússola rosas, cordas, cruzes, coroas, estrelas do mar brasões, emblemas, ondas do mar, algas, âncoras, animais estilizados e aves, golfinhos e caranguejos.Nos anos cinquenta mudou e os projetos começaram a ser feitas por arquitetos e artistas.
Os mosaicos exigem trabalho árduo para manter, fazendo com que a arte tradicional dos calceteiros raros e caros. É um trabalho árduo, onde está muito tempo meticulosamente que as pedras em uma posição prostrada.
Em novembro de 1986, a Câmara Municipal de Lisboa criou a Escola de Calceteiros, a fim de renovar a sua equipa de "mestres calceteiros" e promover a arte de pavimentação. Outras cidades em todo o país também iniciaram projetos de formação a fim de formar profissionais, homens e mulheres, na esperança de assegurar a "sobrevivência" de paralelepípedos.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre (18 de novembro, 1787 - 10 julho de 1851) foi um artista francês e químico, reconhecido pela sua invenção do daguerreótipo processo da fotografia.
Uma de suas fotos representa a primeira "Calçada Portuguesa" No Castelo de S.Jorge, 1842
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O arquitecto alemão que se apaixonou pela calçada portuguesa
A poucos metros da fachada do Palácio da Independência onde o grupo refaz a entrada, está o Rossio, uma das primeiras praças a ser calcetada. Nos passeios, as ondas enchem a praça há 160 anos e as medidas de Thomas desde que é arquitecto paisagista. O gosto pela escultura trouxe-o a Lisboa, porque a fama destes calceteiros chegou à Escócia, onde estudava.
"Disseram-me que aqui se faz a melhor calçada do mundo", diz num português irrepreensível para quem chegou há um mês e meio. E não ficou desiludido. Quando não está a partir pedra, Thomas fotografa passeios, imagina composições e lê. Lê todos os livros que falem de calçada - "tens de ler o livro do Eduardo Bairrada", aconselha Thomas. O livro "Empedrado Artístico de Lisboa" é a bíblia dos calceteiros, o manual que a câmara ofereceu aos alunos da escola nos anos 80.
Aprender a fazer calçada não é um passatempo para Thomas e o mestre certifica o seu talento, enquanto aponta para a fila de quadrados de calcário enterrados no areão. "Está a ver? Eu fiz o do lado direito e ele o esquerdo. Não se nota diferença. Ele gosta disto", diz Jorge que é formador da escola desde 1998. Já lhe passaram dezenas de alunos pela mão. Jorge não diz que Thomas é um dos melhores que já ensinou até porque não é aluno. "Ele vem connosco mas pode ir embora quando quiser", diz.
Mas o trabalho do alemão impressiona-o e o seu empenho também. Thomas cumpre o mesmo horário que os calceteiros - das oito às 18 horas - e aprende a fazer calçada com a mesma rapidez com que passou a falar português. "Ele já faz sextavados [quando as faces das peças formam hexágonos regulares], que é uma das técnicas mais difíceis", assegura o mestre.
Jorge também gosta disto. "Não sou calceteiro de fazer muita calçada, não sou, nunca fui. Quando estou a trabalhar, tenho de fazer como deve ser. E tenho vaidade naquilo que faço. Gosto de investir algum tempo a ver como vou fazer o desenho." Talvez seja por isso que Jorge constrói puzzles nas horas livres. Porque para fazer calçada é preciso escolher bem as pedras, avaliar-lhes o volume e colocá-las no sítio certo. "Sabe qual é a pior coisa para um calceteiro? É ter uma pedrinha assim e calha dar- -lhe um toquezinho e ela desfaz-se." E Jorge parte pedra como quem escreve ao computador todos os dias. Já não precisa de olhar e reconhece o martelo pelo tacto.
Thomas só começou agora, mas não quer deixar fugir a experiência. Até porque no final de Agosto volta para a Alemanha. "Mas ele já andou aí a comprar pedra para levar para lá", conta Jorge. Thomas quer fazer um projecto de um jardim com as pedras que encomendou durante o fim-de-semana, quando foi visitar a pedreira em Leiria.
Depois de Thomas regressar a Colónia, o mestre ficará sem alunos. "E este ano já sabe se vão abrir a turma?" Jorge ainda não sabe de certeza, mas desconfia da resposta que o Instituto de Emprego e Formação Profissional lhe vai dar.
Aprender a partir pedra Entrar na Quinta Conde de Arcos da Câmara Municipal de Lisboa, encaixada no meio da algazarra dos Olivais, é como chegar a um novo tempo. As horas agrupam-se em dois blocos, o da manhã e o da tarde, e correm tranquilas para não importunar o ritmo ditado pela natureza. Foi nestes jardins que tudo começou para Jorge. A escola de calceteiros é aqui.
"Aqui está o 2007", diz o mestre enquanto mexe com o pé nas ervas que nascem entre as pedras da calçada. Os desenhos da última turma foram engolidos pelo jardim que rodeia o passeio de pedra. Aos poucos - depois de vigorosas catanadas -, as ervas desaparecem. Lá está o sete, os dois zeros e ainda o dois: 2007. O último ano em que o mestre Jorge teve alunos.
"Ficou alguém desta turma?"
"Esta malta deste último curso? Não tenho cá ninguém. Um, o Teixeira - que tinha um motão -, é nosso colega. Está aí à noite. É cantoneiro."
Foi o único a ficar na câmara. "Os formandos são um bocado difíceis de captar para esta arte. É dura, apesar de ele ter bom físico", explica o arquitecto José Aparício olhando para Jorge. E bate-lhe no ombro para que não restem dúvidas da dureza do músculo. Confirma-se. O braço é largo e as mãos calejadas, como se espera de quem faz a vida a vestir passeios. "Os mais antigos estão todos com problemas de coluna. Têm de estar de cócoras ou sentados para executar a calçada. Ao fim de uns anos começam a ficar muito desgastados", continua o arquitecto que coordena o curso desde 1986, o ano em que Jorge entrou como aluno.
Dois anos depois, "a 4 de Abril de 1988", lembra Jorge, o mestre, então ajudante de calceteiro, estava já na rua a partir pedra. Começou quando ser calceteiro era uma profissão de muitas categorias - ajudante de calceteiro, calceteiro de 1.a, de 2.a, mestre e batedor. "Eu ainda cheguei a fazer dois ou três concursos. Tínhamos de fazer o desenho, os mestres viam o cascalho... Hoje já não há concursos." As categorias encolheram. "Hoje só há o ajudante, o calceteiro e o batedor", enumera Jorge. É uma ascensão mais rápida numa profissão que poucos querem. Fazer calçada não atrai quem lê os anúncios dos centros de emprego, nem mesmo quando a câmara alicia os desempregados com a promessa de um contrato e um lugar fixo na função pública.

sábado, 13 de novembro de 2010
Especialistas de Portugal dão aulas no Rio sobre pedras portuguesas
08/11/2010 19h36 - Atualizado em 08/11/2010 20h08
Deficiência de mão de obra para os consertos deu origem ao curso.
A turma é formada por 60 calceteiros profissionais.
Do RJTV
O Rio de Janeiro está importando conhecimento de Portugal para resolver um velho problema na cidade: a má conservação das calçadas de pedra portuguesa. A deficiência de mão de obra para os consertos deu origem a um curso, que será dado por cinco mestres calceteiros da prefeitura de Lisboa.
A aula inaugural desse intercâmbio de três semanas aconteceu na tarde desta segunda-feira (8), no Arquivo Geral do Rio, no Centro. A turma é formada por 60 calceteiros profissionais. Mas apenas oito são funcionários da prefeitura.
O objetivo é que, ao fim do curso, eles consigam repassar o que foi aprendido. Os mestres portugueses também vão analisar o estado das calçadas cariocas e vão apresentar sugestões de melhoria.























