Se precisa de um bom pavimento de Calçada à Portuguesa em sua casa, Roc2c é a solução!
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Plano de Acessibilidade Pedonal aprovado por unanimidade

A Assembleia Municipal (AM) de Lisboa aprovou hoje por unanimidade o Plano de Acessibilidade Pedonal, que visa facilitar a mobilidade na capital eliminando barreiras arquitetónicas até 2017.

Afirmando que este plano é uma "prioridade política do executivo", o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, frisou que o objetivo é tornar Lisboa numa "cidade para todas as pessoas, de todas as idades, com e sem deficiência, com mais e menos condições para andar a pé".

O vereador rejeitou ainda a ideia de que o plano pretenda substituir toda a calçada portuguesa, afirmando que irão ser usados em alguns locais "pavimentos menos perigosos".

"Seremos os primeiros a defender uma boa calçada à portuguesa", disse.

Do lado dos deputados, todos se mostraram a favor do plano, tendo alguns apontado algumas melhorias ao projeto, como a deputada Ana Páscoa, do PCP, preocupada com o relatório de execução orçamental, que considerou "muito reduzido".

Considerando que o principal defeito do plano foi "não ter vindo mais cedo, João Pereira, do PSD, recomendou ainda a "alteração em sede de PDM da classificação de algumas vias, da temporização dos semáforos verdes dos peões e a salvaguarda do canal de circulação pedonal".

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"A Brasileira" do Chiado é o mais emblemático café da cidade Lisboa, com pavimento à entrada da tradicional Calçada à Portuguesa





A Brasileira do Chiado é o mais emblemático café da cidade e ponto obrigatório para quem visita Lisboa. Localizada na cosmopolita rua Garrett, em frente à estação de metro do Chiado, está sempre cheia (especialmente de visitantes estrangeiros). A Brasileira abriu em 1905, pela mão de Adriano Telles, um português que fez fortuna em terras brasileiras e que importava o “genuíno café do Brasil”. Diz-se que a bica foi aqui inventada, quando este empreendedor começou a servir os cafés diretamente da máquina, evitando a utilização de uma cafeteira para os distribuir pelas mesas, para que o paladar da bebida ficasse assim mais intenso. Depressa se tornou um local concorrido e nos anos 20 do século passado fixou-se como ponto de encontro de artistas, escritores e intelectuais de uma nova geração, descontente com a arte da época. Seriam estes artistas que introduziriam o Modernismo em Portugal. Destaca-se Fernando Pessoa, um dos mais famosos poetas lisboetas, imortalizado na estátua de bronze (da autoria de Lagoa Henriques) colocada na esplanada e que convida quem passa a sentar-se ao seu lado. Outro artista indissociável de A Brasileira é Almada Negreiros, um vanguardista também símbolo desta geração.

Em 1925, A Brasileira iniciou a tradição de expor telas de pintores portugueses, transformando-se num café-museu. A decoração mantém-se fiel ao estilo art déco original, com uma entrada em verde e dourado e paredes revestidas com madeira e espelhos. As 11 telas iniciais foram substituídas, em 1971, por outras de artistas mais recentes. Desfrute deste ambiente histórico enquanto bebe uma bica e prova um pastel de nata. Na esplanada, pode observar o constante movimento da rua, mas os preços são um pouco mais elevados do que no interior. Este é composto por um andar térreo, com um grande balcão corrido. Na cave funciona um restaurante que serve refeições ligeiras, dentro de um menu simples. A Brasileira do Chiado reserva uma sala para fumadores e abre todos os dias da semana.

Fotos: Celso Gonçalves Roc2c 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Largo 5 de Outubro, em Leiria, com pavimentos em calçada branca e preta





Largo 5 de Outubro, Leiria, Portugal

EDIFÍCIOS NO LARGO 5 DE OUTUBRO, onde se situou o palácio do Marquês de Vila Real

Defronte da estátua, no Largo 5 de Outubro, existiu o Palácio do Marquês de Vila Real. Francisco Rodrigues Lobo frequentou o palácio desta família, que possuía a alcaidaria do castelo e pertencia à elite leiriense da época. Este palácio, edificado no século XVI, possuía uma frente voltada para o Rossio e outra para a Praça Rodrigues Lobo, locais onde decorriam os mercados e feiras, e um arco que unia dois corpos do edifício e dava acesso à Praça. Este palácio foi demolido nos finais do século XIX.


Fotos: Celso Gonçalves Roc2c
Texto: http://www.cm-leiria.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=44703

terça-feira, 11 de junho de 2013

Canadá na homenagem a pioneiro português - zona envolvente será ladrilhada com calçada portuguesa


O Governo da Columbia Britânica, no Canadá, está "muito satisfeito" com a homenagem em Vancouver ao pioneiro português Joe Silvey e às suas duas esposas nativas, em memória da tolerância étnica.

"Como primeira-ministra da Colúmbia Britânica, estou muito satisfeita com a autorização concedida por parte da comissão que gere o Stanley Park, que assim permitiu a localização do monumento de homenagem a Joe Silvey no local", disse Christy Clark à Lusa.
Segundo alguns historiadores, o baleeiro açoriano, natural da ilha do Pico, chegou à Columbia Britânica por volta de 1860, onde casou com duas nativas, e teve 11 filhos, contribuindo para o desenvolvimento da região e para a tolerância étnica.
"Este monumento especial é um tributo ao Joe, às suas duas mulheres Salish, às crianças, e a todos os seus descendentes`, acrescentou a líder do Governo provincial.
O monumento será inaugurado no próximo dia 28 de setembro e está a ser construído pelo bisneto de Silvey, Luke Marston. A obra terá cerca de quatro metros de altura com uma estátua de bronze de Silvey e outras duas de madeira, representando as esposas nativas do pescador português. A zona envolvente será ladrilhada com calçada portuguesa, com pedras vindas de Portugal.
"A escultura representa uma das primeiras ligações entre os pioneiros europeus de Vancouver e a comunidade costeira Salish", a tribo índia que vivia na zona, salientou Christy Clark.
A governante agradece a algumas entidades pelo seu desempenho no projeto, em particular à Portuguese Memorial Society, ao cônsul de Portugal, aos lusodescendentes e à câmara de Vancouver que autorizou a colocação do monumento no parque, tornando assim possível a obra.
Joe Silvey foi um pioneiro que ajudou à criação da nação canadiana e a escultura "será uma recordação da ligação que ele teve com o povo Salish", salientou a governante, que felicita também o autor da obra.
"Felicito-o por criar e partilhar para inúmeras pessoas que poderão ver e apreciar o monumento. Será uma boa forma de completar o 125.º aniversário do Stanley Park", conclui Christy Clark.
O Canadá é hoje conhecido por ser um país multi-cultural, e Joe Silvey é considerado um exemplo já que, ao contrário dos colonos habituais que tinham mulheres brancas, casou-se com duas nativas, de quem teve onze filhos.
A primeira mulher foi Khaltinaht, neta do respeitado chefe Musqueam, Kiapilano, com quem teve dois filhos. Após a morte da cônjuge, voltou a casar-se com uma segunda nativa, Kwahama Kwatlematt, tendo mais nove filhos.
Cerca de 150 anos depois, os seus descendentes perfazem já perto de um milhar de pessoas na costa oeste.
Joe Silvey, além de ensinar os indígenas a fazer redes para apanhar o peixe, obteve a primeira licença de pesca naquela província, abriu um dos primeiros bares (Saloons) e uma loja com material para os mineiros, em Gastown, onde se localiza Vancouver. Na ocasião, existiam apenas cerca de 300 europeus, mas com a corrida ao ouro, o número rapidamente subiu para 30 mil imigrantes ocidentais.
Para proteger a sua família, já que a miscigenação não era bem vista pelos europeus conservadores, Silvey comprou a ilha de Reid, tendo levado para lá os seus filhos.
Na Colúmbia Britânica vivem cerca de 25 mil portugueses ou luso-canadianos, a grande maioria em Vancouver e arredores, existindo também importantes comunidades em Kitimat e no Vale do Okanagan.