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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Rio de Janeiro importa conhecimento de Lisboa para revitalizar calçada portuguesa,"Mar Largo"


O Rio de Janeiro está a importar conhecimento de Portugal para resolver um problema antigo na cidade: a má conservação das calçadas de pedra portuguesa.

O desafio é revitalizar uma profissão que está quase extinta, a de calceteiro.
Os calceteiros são responsáveis pela arte de recuperar e fixar as pedras portuguesas nos passeios públicos.

Neste mês de novembro, cinco mestres portugueses de Lisboa estiveram no Rio de Janeiro para formar uma turma de 20 calceteiros que irão replicar o conhecimento para outros que se querem formar na profissão.

"Podemos dizer que as calçadas portuguesas são um pedacinho de Portugal espalhado pelo mundo", disse à Lusa o fiscal de obras da Câmara de Lisboa, Fernando Fernandes, o responsável que coordena os quatro mestres portugueses que vieram ajudar na formação dos calceteiros brasileiros.

"Essa profissão no fundo é uma arte, a arte de trabalhar a pedra. De facto, é uma profissão que corre o risco de extinção, não só cá no Brasil como em Portugal. É uma arte muito dura pela posição do trabalho e o partir a pedra é um trabalho duro também. Hoje em dia infelizmente não é muito bem remunerado", ressaltou Fernandes.

Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, a cidade do Rio é "uma grande cidade portuguesa na América do Sul".

Porém, "ao longo dos anos, o Rio de Janeiro foi perdendo a arte de assentamento das pedras portuguesas", destaca Osório.

"Existe uma especialidade, uma técnica que precisa ser recuperada. E o nosso projeto é que nós possamos formar uma nova geração".



Entre as principais vantagens deste tipo de piso, acrescenta Osório, está a facilidade de absorção de água de infiltração, principalmente numa cidade tropical com fortes volumes de chuva, além de não acumular calor pois o calcário de cor branca reflete.

O carioca Gedião Azevedo, de 47 anos, fez parte da primeira turma de calceteiros na década de 90 e hoje está a reciclar o conhecimento. Apesar de não ter nascido português, a sua paixão é pela pedra portuguesa, garante.

"Os meus colegas estão super animados. Em relação ao trabalho, o mestre português mesmo falou que evoluímos muito", disse à Lusa.

"A paixão da minha vida é a pedra portuguesa, não nasci português, mas sou apaixonado pela pedra portuguesa", destaca.

O Rio de Janeiro possui 1,218 milhão de metros quadrados de calçada em pedras portuguesas.

Muitas áreas do Rio são classificadas, como o desenho em curvas do calçadão de Copacabana, criação do paisagista e arquiteto Burle Max, inspirada na obra histórica da Praça do Rossio, em Lisboa, que usa o padrão "Mar Largo".

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pavimento de pedra como Arte


O pavimento de pedra é uma arte com uma longa história.Os Romanos são os mais conhecidos neste tipo de trabalho, tanto no interior de edifícios como no exterior, fizeram com intrincados desenhos, bonitos e coloridos, mas, em Portugal, não foram só os romanos que influenciaram este tipo de trabalho, ocupação Árabe do território , também foi importante para o desenvolvimento das técnicas

Uma das razões mais importantes para este tipo de pavimento foi para evitar que a lama no chão e ruas porque o espaço entre as pedras permite que a água da chuva para ser absorvido, mas existem outras vantagens, como é a durabilidade, a fácil e barato para reparar
O pavimento Português é uma arte decorativa aplicada na maioria das calçadas em todo o país e ex-colónias portuguesas.


Em 1842, o comandante militar, Eusébio Furtado, ordenou aos presos no Castelo de S. Jorge, uma prisão de Lisboa, para cobrir o seu pátio com um zig-zag de azulejos. O delineamento utilizado no andar era um layout simples, mas para a época, o trabalho foi um tanto incomum, tendo dirigido os cronistas potugueses escrever sobre ele e atraiu tanta atenção, não só em Portugal, que foi objecto de um dos primeiras fotografias do mundo por Louis Daguerre.

Sete anos mais tarde, Furtado recebeu uma comissão para preparar toda a área da Praça do Rossio, no centro de Lisboa, com um padrão ondulado conhecido como o "grande mar". Depois disso, o uso de calçadas foi tornada obrigatória para todos os novos projetos de pavimentação na capital Portuguesa.
A calçada rapidamente se espalhou por todo o país e colónias e mestres Portugueses foram convidados a executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro, criando obras-primas em zonas pedonais.

Até o início do século XX, os desenhos foram feitos pelos próprios artesãos, os "calceteiros", que foram inspiradas em motivos tradicionais como esferas armilares, navios, bússola rosas, cordas, cruzes, coroas, estrelas do mar brasões, emblemas, ondas do mar, algas, âncoras, animais estilizados e aves, golfinhos e caranguejos.Nos anos cinquenta mudou e os projetos começaram a ser feitas por arquitetos e artistas.


Os mosaicos exigem trabalho árduo para manter, fazendo com que a arte tradicional dos calceteiros raros e caros. É um trabalho árduo, onde está muito tempo meticulosamente que as pedras em uma posição prostrada.


Em novembro de 1986, a Câmara Municipal de Lisboa criou a Escola de Calceteiros, a fim de renovar a sua equipa de "mestres calceteiros" e promover a arte de pavimentação. Outras cidades em todo o país também iniciaram projetos de formação a fim de formar profissionais, homens e mulheres, na esperança de assegurar a "sobrevivência" de paralelepípedos.

A Calçada Portuguesa na História da Fotografia
Louis-Jacques-Mandé Daguerre (18 de novembro, 1787 - 10 julho de 1851) foi um artista francês e químico, reconhecido pela sua invenção do daguerreótipo processo da fotografia.

Uma de suas fotos representa a primeira "Calçada Portuguesa" No Castelo de S.Jorge, 1842

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Origem

From Wikipedia, the free encyclopaedia

A calçada portuguesa ou mosaico português (também conhecida como pedra portuguesa noBrasil) é o nome consagrado de um determinado tipo de revestimento de piso utilizado especialmente na pavimentação de passeios e dos espaços públicos de uma forma geral. Este tipo de passeio é muito utilizado em países lusófonos.

A calçada portuguesa resulta do calcetamento com pedras de formato irregular, geralmente decalcário e basalto, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação deste tipo de calçada são denominados mestres calceteiros.

A calçada portuguesa, tal como o nome indica, é originária de Portugal, tendo surgido em meados doséculo XIX. Esta é amplamente utilizada no calcetamento das áreas pedonais, em parques, praças, pátios, etc. No Brasil, este foi um dos mais populares materiais utilizados pelo paisagismo do século XX, devido à sua flexibilidade de montagem e de composição plástica. A sua aplicação pode ser apreciada em projectos como o do calçadão da Praia de Copacabana (uma obra de Roberto Burle Marx) ou nos espaços da antiga Avenida Central, no Rio de Janeiro.