Se precisa de um bom pavimento de Calçada à Portuguesa em sua casa, Roc2c é a solução!
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terça-feira, 11 de março de 2014

O mosaico-calçada em Copacabana: logotipo internacional

A obra de Burle Marx para o bairro de Copacabana, que inclui a preservação das ondas em pedra portuguesa junto à orla. O paisagista refez os desenhos originais dos calceteiros portugueses, realçou sua sensualidade na medida da ampliação do calçamento e manteve o paralelismo com as ondas do mar, que fora implantado na reforma de 1929 pelos calceteiros já habilitados no Brasil. No canteiro central da Avenida e no piso junto aos edifícios, Burle Marx aplicou novos desenhos criados com pedras pretas e vermelhas (basalto) e brancas (calcário).









Texto e fotos: Bernardete Porfírio

quarta-feira, 5 de março de 2014

Calçada portuguesa em Lisboa e no Rio: é mais o que as une do que aquilo que as separa

Na cidade carioca, muitos vêem a “pedra portuguesa” como “a vilã”, mas há quem insista em lembrar o seu valor identitário e histórico. A grande diferença em relação a Portugal é que no Rio de Janeiro são os moradores e comerciantes, e não as autoridades públicas, quem tem a responsabilidade de fazer a conservação dos pavimentos.


Em Lisboa, a hipótese recentemente ressurgida de se substituir a calçada portuguesa por outros pavimentos nalguns locais da cidade deu origem a dezenas de notícias, a vários abaixo-assinados e a uma discussão intensa entre defensores e opositores da medida. Mas não é só em Portugal que o tema desperta paixões: no Brasil, sempre que se fala em limitar o uso da “pedra portuguesa” no Rio de Janeiro, a polémica estala.

Isso mesmo aconteceu no final de 2007, quando a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma lei segundo a qual “as calçadas e passeios públicos” deveriam ser “de piso antiderrapante e contínuo, com rampa de acesso para cadeira de rodas”. Para que isso fosse uma realidade, previa-se a substituição generalizada dos pisos “com pedra do tipo portuguesa”, excepto na “orla marítima”. Algo que tem vindo a acontecer a pouco e pouco, aproveitando obras de requalificação que vão sendo feitas em vários locais da cidade.

“Volta e meia, as nossas calçadas de pedras portuguesas ficam sob fogo cruzado. O argumento é sempre o mesmo: o perigo que a falta de manutenção representa para os transeuntes”, escrevia em 2009 Cora Rónai. Pouco convencida, a jornalista d’O Globo perguntava: “O que leva alguém a supor que uma cidade incapaz de manter um calçamento de pedras portuguesas será capaz de manter um calçamento de qualquer outra coisa?”.

Semelhante é o raciocínio de Horácio Magalhães, que defende, em declarações ao PÚBLICO, que o problema está na “falta de conservação” e não no tipo de pavimento. “Não importa se é calçada ou concreto. Se só muda o material, o problema persiste. É como tirar o sofá da sala para evitar que o casal namore”, constata o presidente da Sociedade de Amigos de Copacabana.

Além disso, diz Horácio Magalhães, “as pedras portuguesas são características de Copacabana, fazem parte da sua história”. Tirá-las, resume o representante dos moradores do bairro, seria “um prejuízo”.

O “calçadão”, uma das mais conhecidas imagens de marca do Rio de Janeiro, foi construído em 1906, com mão-de-obra e pedras vindas de Portugal e com um desenho inspirado no “Grande Mar” do Rossio. Na década de 70 do século passado o artista plástico e arquitecto paisagista brasileiro Burle Marx, que nalgumas obras suas juntou basalto vermelho às tradicionais pedras brancas e pretas, deu-lhe um novo desenho.

Também Andréa Redondo é, como confessa no blogue Urbe CaRioca, uma “apaixonada” pela calçada portuguesa, “herança da terrinha, de lá onde estão as nossas raízes lusitanas”. “É a nossa memória, a nossa cultura, que deve ser preservada. Quando visitei Lisboa foi uma emoção indescritível ver ao vivo como somos portugueses”, conta a arquitecta ao PÚBLICO.

“As calçadas são muito mal conservadas, infelizmente. Ficam com buracos, com desnivelamentos e as pessoas caem, se machucam”, acrescenta Andréa Redondo. “Há um consenso geral de que a pedra portuguesa é a vilã”, resume a ex-presidente do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, lamentando que assim seja.

Olhando para as cartas dos leitores e os muitos artigos publicados no jornal brasileiro O Globo, é também essa a imagem que passa. “Olhe bem por onde todos pisam”, “Armadilhas para os pedestres”, “Pedras portuguesas, um perigo constante” e “Um tropeço, com certeza” são os títulos de algumas notícias recentes, várias delas acompanhadas por fotografias de pessoas com ferimentos causados por quedas na calçada portuguesa.

Em Lisboa, onde existem apenas 20 calceteiros ao serviço da autarquia, quando chegaram a ser quase 400, a falta de manutenção e de qualidade da calçada e os problemas de acessibilidade, segurança e conforto que coloca são também temas de discussão. Uma realidade que parece não ter eco no Rio de Janeiro, a julgar por aquilo que se diz em vários blogues e artigos de opinião. Como o de Cora Rónai, em que a jornalista faz a apologia da pedra portuguesa a partir do exemplo das “ruas lindas e impecáveis de Lisboa, onde é quase impossível, se não impossível de todo, ver pedra fora do lugar”.

Entre a capital portuguesa, que segundo o município tem “largos milhares de metros quadrados” de áreas revestidas a calçada, e o Rio de Janeiro há no entanto uma diferença significativa: deste lado do Atlântico é à câmara municipal quem compete a manutenção das pedras de calcário e basalto, mas em terras brasileiras são os proprietários das habitações e das lojas quem têm o ónus de zelar pelos pavimentos à sua frente.

Isso mesmo está estipulado num Decreto do Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, de 2008, que prevê a aplicação de multas aos faltosos. Andréa Redondo explica que “não existe acompanhamento das obras, nem fiscalização, nem divulgação de como fazer”. O resultado, explica a arquitecta, é que os trabalhos na calçada são mal feitos, havendo vários moradores e comerciantes que acabam por a substituir por concreto ou granito. “É uma coisa muito ruim, porque há uma quebra de unidade”, constata.

E, mesmo em Portugal, o debate sobre o futuro da calçada não é exclusivo de Lisboa. No Porto, o actual vereador do Urbanismo, Manuel Correia Fernandes, não defende uma utilização extensiva deste pavimento nos passeios. O arquitecto considera que o calcário polido torna-se escorregadio em determinadas condições de humidade, o que coloca problemas de mobilidade.

O arquitecto defende um compromisso entre a estética e a funcionalidade, sendo que, neste caso, a funcionalidade tem muito que ver com a mobilidade de peões, entre os quais se incluem deficientes e idosos. E basta andar na calçada à portuguesa no largo da igreja da Trindade, atrás dos Paços do Concelho, ou chegar com pressa, num dia de chuva, à estação de metro com o mesmo nome, onde foi usado granito polido, para se perceber como os materiais de revestimento podem ser um empecilho.

No Porto, nas últimas intervenções no espaço público da Baixa tem sido usado o granito, seja na versão paralelepípedos, na faixa de rodagem, ou em lajes de grandes dimensões, como nas obras da Rua das Flores. Noutras, como na Rua Ricardo Jorge, ou na Rua das Oliveiras, os novos passeios são mesmo em cimento. Nestes últimos casos o preço foi o factor tido em conta, mas a opção, que vem já do executivo anterior, liderado por Rui Rio, tem sido muito criticada e está a ser avaliada pela actual equipa do Urbanismo, pois coloca outros problemas, do ponto de vista da manutenção e do aspecto visual, por exemplo.

Na cidade todos se recordam da polémica intervenção desenhada pela dupla Eduardo Souto Moura/Siza Vieira na Avenida dos Aliados, aquando das obras de construção da estação de metro no subsolo, em meados da década passada. Entre as várias críticas ao projecto, algumas vozes levantaram-se contra a substituição da calçada dos passeios e de parte da placa central por cubos de granito que, em conjunto com a eliminação dos canteiros existentes, conferiram a todo o espaço uma homogeneidade que o falecido escritor Manuel António Pina chegou a definir como “sizentismo”. Nessa altura, o trabalho da calçada dos passeios, com motivos alusivos ao ciclo do vinho do Porto, foi transferido para uma perpendicular aos Aliados, a rua Sampaio Bruno.

Noticia: http://www.publico.pt/local/noticia/calcada-portuguesa-em-lisboa-e-no-rio-e-mais-o-que-as-une-do-que-aquilo-que-as-separa-1627006

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Liberdade a Preto e Branco





Avenida Liberdade, Lisboa, Portugal

Subindo pela avenida em presente absoluto descubro quais são as cores da liberdade. Não é verde nem verde nem vermelha, não é um poema um discurso ou uma ideia, de amanhã ontem ou transantontem. Porque a liberdade é neutra! É agora! Sobre símbolos a preto branco em um caminho de pedra com detalhes do presente absoluto e toda a independência de subir esta avenida.  

Texto: Celso Gonçalves Roc2c
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Rua da Saudade na praia da Nazaré, Diálogo de Sete Saias

Diálogo de Sete Saias

- “Ai miga! Ond tá tê repá picnin?”
- “ Mê repá picnin tá em alto mar! Tô morrend com saudad!
- “Ai miga! Parece qu’há sid ontem! Tê rapá era pôc stineta era!
- “Nã sejas entróquelhada! Mi memória é como uma pedra! O mar tem qu’ mê bater muit’vez pra mê esquecer!
- “ Ai miga! Quié iss’pariga? Tas semp’ com licótices!
- “ Nã fiques assustad! Sou aquil’qu’nã sou, e, quand’o sou, deixo de o ser!







Rua da Saudade, Nazaré, Portugal
Texto: Guilherme Marques Barbosa
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c

terça-feira, 10 de abril de 2012

Noticia: Industria Extractiva


 Sector representa 0,8% do Pib nacional

Portugal exportou 438 milhões de euros de pedra em 2011

O sector da pedra natural é responsável por mais de 1% das exportações nacionais, traduzindo-se, no ano de 2011, em cerca de 438 milhões de euros. Representa, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 0,8% do Pib (produto Interno Bruto).
Trata-se do principal responsável pelo desenvolvimento económico e social das regiões onde predominam aquelas matérias-primas e onde, consequentemente, há também uma maior concentração das atividades de extração e transformação da pedra, destacando-se o Maciço Calcário Estremenho, onde, se incluem os distritos de Leiria e de Santarém, o Alentejo (Borba, Estremoz e Vila Viçosa), Pêro Pinheiro e Montelavar, no distrito de Lisboa e algumas regiões do interior do Norte de Portugal. E igualmente o principal responsável pela criação de postos de trabalho nestas regiões, onde, de acordo com o INE, existem, globalmente, cerca de 600 empresas, sobretudo PME, que se dedicam à extração de rochas ornamentais e mais de mil ligadas à transformação.
Miguel Goulão, vice-presidente da' Assimagra, adianta que em Portugal a indústria extrativa "quase dobra a média nacional no que respeita ao rendimento declarado de todos os sectores de atividade económica", sendo que a média deste sector "situa-se nos 83 mil euros contra os 47 mil euros da média nacional': À frente desta atividade, "só mesmo os sectores energéticos, de comunicações e financeiro", sublinha.
Numa análise mais contextualizada no panorama internacional, Portugal está entre os 10 maiores produtores e exportadores de pedra natural. China, India, Turquia e Irão lideram, seguidos de Ilia, Brasil, Espanha Portugal surge em 8° lugar. Alguns estudos internacionais revelam mesmo que "se a análise for feita tendo como parâmetro o volume de exportações per capita, o nosso Pais é, neste sector, o segundo maior produtor, apenas ultrapassado pela Itália", considera Miguel Goulão.

Foto de uma das pedreira Roc2c em Serra Aire e Candeeiros

Exportações Aumentam

As exportações portuguesas de rochas ornamentais aumentaram 2% em 2010, face a 2009, aproximando-se dos valores dos sectores da cortiça e vinho e representando já o dobro do peso do azeite na balança das exportações nacionais: Os dados definitivos do INE apontam para valores de 438.753.770 euros em 2010 contra 430.715.420 euros em 2009, um crescimento que se deveu ás vendas para a China, que lideraram as subidas que progrediram mais de 51%, fazendo daquele país "um dos melhores clientes das rochas
ornamentais portuguesas". Em 2011, o volume de exportações manteve-se quase inalterável (cerca de 438 milhões de euros).
Foto de uma das pedreira Roc2c em Serra Aire e Candeeiros

Houve, no entanto, outros países que procuraram mais a pedra portuguesa, sinal de que os empresários buscam outros mercados para fazer face à crise da construção civil, principalmente os que se dedicam apenas à transformação. Além da China (+9%), surgem França, o segundo destino das exportações do sector, que registou um aumento de encomendas de 19%, Bélgica de 30%, Marrocos (194%), India (21 %), Coreia do Sul (95%), Singapura (52%), Taiwan (30%), entre outros.

Apesar deste aumento de vendas para a China, Miguel Goulão não fala de dependência daquele país do Extremo Oriente mas de "uma bem-sucedida fidelização que os empresários portugueses da indústria da pedra têm sabido fazer deste cliente que nos anos mais recentes tem revelado manifesta preferência pelo calcário português”.

Sendo a China uma economia emergente, num acelerado ritmo de construção, é natural que opte pela matéria-prima portuguesa. "O calcário português goza de prestígio internacional pelas suas características estéticas - homogeneidade e paleta cromática - e também pelas suas características físicas e mecânicas, pelo que a indústria nacional só tem de continuar a corresponder, com uma resposta atempada às encomendas e com um serviço de qualidade", explica.

Os empresários portugueses não têm, de qualquer modo, descurado os outros mercados emergentes, de tal forma que, há pouco mais de um mês, sete empresas portuguesas deslocaram-se pela primeira vez à India para participar na Stona, a maior feira da pedra naquele país."Fizeram-se muitos contactos que poderão vir a dar frutos", diz o responsável da Assimagra, recordando que, atualmente, as exportações portuguesas para" a India já representam um milhão de euros, "E um mercado com uma classe média de 300 milhões de consumidores e com boas perspetiva de crescimento”.

Há cerca de um mês outra missão de empresários deslocou-se também ao Brasil, à Vitória Stone Fair, e no início de Abril irá mais uma a Xiamen, na China. "Desde que a economia europeia abrandou que os empresários da indústria da pedra têm procurado, cada vez mais, a diversificação dos mercados, designadamente a captação dos mercados emergentes':
Só na região de Leiria, há empresas a exportar também para o Japão, para a Tailândia e para a Coreia do Sul, entre outros países. 

Noticia retirada do "Jornal de Leiria" edição nº1446
Foto: Celso Gonçalves Roc2c

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Calçada da Praça da República, Tomar






Praça da República, Tomar, Portugal


Tomar GO C (em português antigo Thomar) é uma cidade portuguesa com cerca de 15 764 habitantes [2], pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro (NUT II) e sub-região do Médio Tejo (NUT III). Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo. A histórica cidade de Tomar possui diversos monumentos como por exemplo: Castelo de Tomar e Convento de Cristo, declarado pela UNESCO Património Mundial. Outras cidades relativamente perto de Tomar: Abrantes, Torres Novas, Entroncamento, Ourém, Fátima (todas geograficamente localizadas no Médio Tejo).


Texto: http://pt.wikipedia.org
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c