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terça-feira, 4 de outubro de 2011

País está a esquecer a histórica calçada portuguesa

A calçada portuguesa, considerada parte da nossa tradição e expressão cultural é tida como uma herança histórica do país. Em Lisboa, o actual Plano Director Municipal (PDM) do município prevê, nos próximos 10 anos, uma substituição gradual do pavimento. João Paulo Gonçalves, presidente da Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa (AECP), analisa a problemática e afirma que as autarquias pouco têm feito pela preservação e conservação da calçada.

Ana Clara | sexta-feira, 27 de Maio de 2011

«A preservação da calçada portuguesa pelas autarquias tem sido relativamente fraca». Quem o garante é João Paulo Gonçalves, presidente da Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa (AECP), que analisa ao Café Portugal o estado actual de utilização deste pavimento.

Este «desmazelo» por parte de muitos municípios começa a ser uma realidade cada vez maior. Em Lisboa, por exemplo, parte da calçada parece estar em risco. Em Dezembro de 2010, o vereador da mobilidade da autarquia de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, afirmava que alguns pontos da cidade iriam ser alvo de intervenção, assegurando que «a calçada portuguesa não seria retirada dos bairros históricos».

Porém, Luísa Dornellas, chefe da Divisão de Formação da Câmara Municipal de Lisboa (CML), disse na mesma altura ao Diário de Notícias desconhecer em concreto o conteúdo do PDM. Porém, adiantou: «o que me parece razoável é que, em alguns pontos, a calçada seja trocada por pôr em causa a segurança dos cidadãos. Refiro-me por exemplo a locais com grande inclinação».

A verdade é que em 1986 foi criada uma escola municipal para que a arte não morresse e, há quatro anos, a CML anunciava que queria duplicar o número de calceteiros. Até hoje tal não aconteceu.

«Incompreensível»:
João Paulo Gonçalves, presidente da AECP, garante ser «incompreensível» o eventual fim da calçada portuguesa na capital, caso isso venha a verificar-se. «Em Portugal temos um pavimento diferente que impressiona todos os turistas que nos visitam, seja qual for a origem do seu país», considera. E salienta que «será preciso a boa vontade e o esforço dos nossos políticos tanto a nível do poder central como local».

«As câmaras municipais têm um papel essencial na preservação e na conservação da calçada. Uma manutenção séria e bem feita neste bem que deve ser preservado na capital portuguesa e restantes autarquias locais», explica.

João Paulo Gonçalves recorda que recentemente o Governo do Rio de Janeiro, no Brasil, solicitou pessoal português capacitado para dar cursos na área do calçamento. «É lamentável essa história de um pavimento confortável. Visto que noutros países também apostam neste nosso tipo de piso».

E frisa: «se cuidassem rigorosamente deste tipo de pavimento para o manterem certinho, estava tudo muito bem. Como não é o caso, as pedras que se vão soltando por todo o lado servem para as pessoas, nomeadamente as mais idosas, darem algumas quedas. O que implica custos. Assim, as autarquias acham que será melhor acabar com a calçada ou circunscrevê-la a zonas que possam ser mantidas», critica.

João Paulo Gonçalves adianta que a calçada portuguesa constitui uma manifestação da tradição nacional, uma expressão cultural e uma herança histórica.

«Esta tem um grande potencial técnico, bem como estético, é um produto 100% natural, ecológico, transformado de forma artesanal. Alia as características de durabilidade e grande beleza estética às vantagens económicas de poder ser restaurada sempre que houver necessidade», acrescenta.

Desta forma considera que este pavimento «tem uma importância cultural para o país, bem como a nível económico nas regiões de maior exploração da mesma».

Economicamente, a indústria da calçada portuguesa «tem uma grande importância em vários pontos, tanto a nível de empregabilidade nas zonas de exploração, uma vez que em grande parte delas esta exploração é a forma de sustento da maior parte das famílias. É uma grande fonte de emprego e garante desenvolvimento económico para o país, uma vez que a calçada portuguesa é usada em grandes obras nacionais e internacionais».
Por fim, o presidente da AECP refere que «certamente haverá ainda muito por fazer no que respeita à manutenção da calçada, nomeadamente no que toca à qualificação, à preservação e à colocação de pessoal nos quadros das autarquias para desenvolverem esses mesmos trabalhos».

O Café Portugal contactou a CML sobre a intenção de substituir parte da calçada portuguesa na capital e como funciona actualmente a escola de calceteiros. Mas até ao momento não nos chegou qualquer esclarecimento sobre o assunto.

Parte de noticia: http://www.cafeportugal.net

Fotos: Celso Gonçalves Roc2c

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Praça dos Restauradores em Lisboa pavimentada em Calçada à Portuguesa




A Praça dos Restauradores situa-se no extremo sul da Avenida da Liberdade, mesmo acima da estação de comboios do Rossio (também uma obra de arte arquitectónica a não perder!). Esta é uma das áreas mais movimentadas de Lisboa e o local onde pode admirar o recentemente renovado Orion Eden, em tempos um teatro e hoje um hotel que manteve a encantadora fachada original.

Facilmente reconhecível pelo seu obelisco e pela escultura que comemora a restauração de 1640 da Independência de Portugal de Espanha, esta praça tem muito para ver, mas o ponto forte é a arquitectura que pode ser admirada nos edifícios circundantes, como o Palácio Foz, o Orion Eden Hotel, o pequeno coreto, o Avenida Palace Hotel, e muitos outros..

Da Praça dos Restauradores parte o Elevador da Glória que o leva, se desejar, ao peculiar Bairro Alto.

Fotos: Celso Gonçalves Roc2c

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Da autoria de Ernesto de Matos, Calçadas de Angra destacadas em livro

As calçadas da cidade de Angra do Heroísmo encontram-se em destaque no livro A Calçada Portuguesa de Portugal, da autoria de Ernesto de Matos recentemente editado em Lisboa.

Na obra, também traduzida para inglês, são referenciados trabalhos de pavimentação com calçada em todo o país, dando-se relevo à qualidade dos padrões decorativos, aos motivos artísticos desenhados e aos materiais utilizados.

São apresentadas as pavimentações da Rua da Esperança, Praça Velha e Rua Direita. O processo de calcetamento que está a decorrer no Jardim Duque da Terceira merece especial destaque com a ilustração dos motivos e o minucioso trabalho de colocação de pedras que está a ser efectuado pelos mestres calceteiros José Areias e Mário de Oliveira.

Nas formas mais elaboradas de calcetamento nas ruas de Angra do Heroísmo, os padrões decorativos fazem-se pelo contraste de cores, utilizando-se como base o negro das rochas basálticas e traquíticas da ilha e o branco proveniente de calcário importado. As pedreiras actualmente mais usadas para a extracção de calçada localizam-se na Grota dos Calrinhos, uma vez que o material rochoso extraído é homogéneo, compacto, pouco fracturado e relativamente fácil de trabalhar.

Os calcários utilizados no calcetamento dos espaços públicos de Angra são actualmente importados da zona centro do país. A utilização de calcários provenientes de blocos de lastro, lançados por embarcações na baía de Angra, parece ter acontecido nas primeiras pavimentações, usando-se pequenos seixos rolados brancos.

Segundo a vereadora Raquel Pinheiro, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo “tem pugnado pela preservação da calçada das ruas e praças da cidade, por entender que esta é uma expressão cultural nossa e uma herança histórica a conservar”. Para esta autarca, “este tipo de revestimento do piso urbano revela-se o mais adequado ao nosso centro histórico, articulando-se perfeitamente com a modernidade. A composição plástica do conjunto de paralelepípedos e a flexibilidade das operações de montagem e desmontagem, permitem a implantação fácil de tubagens no terreno e, quando necessário, a sua reparação”, explicou.

Na obra Calçada Portuguesa de Ernesto de Matos são analisados espaços públicos de cidades históricas portuguesas como Guimarães, Porto, Tomar, Lisboa, Évora e Vila Viçosa, onde nos últimos anos a calçada portuguesa foi uma das bases da requalificação urbana, evidenciando-se algumas obras-primas desta expressão artística portuguesa.

A diversidade de materiais usados, fruto da riqueza geológica nacional, é um dos aspectos focados no livro. Os casos do Alentejo, com aplicação de mármores e xistos e do Minho e Alto Douro, com contrastes entre vários tipos de granito, permitem motivos requintados que são amplamente retratados neste trabalho.


in http://www.auniao.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Siza Vieira distinguido no Japão pelos seus pares

O arquitecto Siza Vieira recebe terça-feira em Tóquio a medalha de ouro da União Internacional dos Arquitectos, um prémio que deixa o português honrado e orgulhoso.


"É um prémio com muito prestígio porque é da União Internacional dos Arquitetos", disse Siza Vieira numa conversa telefónica com a Agência Lusa a partir de Macau.

O arquiteto português acrescentou que o prémio "é uma grande satisfação", mas garante que nada vai mudar na sua vida ou na sua visão do mundo como profissional.

"Não vai alterar nada. Os prémios dão satisfação, são também uma maneira de nos conhecermos melhor", considerou o arquiteto que falava após uma receção na residência da embaixada portuguesa em Tóquio, onde foi homenageado e onde estavam presentes arquitetos de todo o mundo.

Para Siza Vieira, que recebe o prémio durante o congresso da União Internacional dos Arquitetos, os encontros são uma boa oportunidade para "trocas de ideias".

"Mas não muda nada e eu vejo os prémios numa perspetiva de que podia ter sido eu a recebê-lo ou ter sido outro porque, tratando-se de uma coisa à escala mundial, há muitíssimos bons arquitetos e é uma conjugação de circunstâncias que leva a que seja para A ou para B desde que, evidentemente, sejam pessoas com qualidade", considerou.

O prémio da União Internacional dos Arquitetos é a mais alta distinção que um arquiteto pode receber dos seus pares, pois a União congrega Ordens dos Arquitetos de todo o mundo e os distinguidos são normalmente nomes cimeiros da arquitetura mundial.

Desde a década de 1980, quando foi instituído, o prémio tem sido atribuído de três em três anos, por ocasião dos Congressos Mundiais da União Internacional dos Arquitetos, e conta, entre os galardoados neste século, com nomes como o italiano Renzo Piano, em 2002, o japonês Tadao Ando, em 2005, e o mexicano Teodoro González de Leon, em 2008.

Numa nota da organização lê-se que o nome de Siza Vieira foi proposto pelo Royal Institute of British Architects (RIBA). A União fundamentou a escolha com o facto de a obra de Siza Vieira não poder ser classificada, pois cada uma é diferente, mas mesmo assim "reconhecível".

Por outro lado, a União considera que mesmo que a obra de Siza Vieira "não possa ser duplicada, nem tenha sucumbido a modas, constitui um modelo para as novas gerações de arquitetos".

Na Ásia, e com um a viagem de muitas horas de avião, Siza Vieira aproveita a deslocação para inaugurar, dentro de três dias, uma casa em Seul, projeto que desenhou para um cliente para quem fez o desenho de uma fábrica e que gostou da obra do português e lhe 'encomendou' o desenho de uma vivenda".

Lusa

in http://sicnoticias.sapo.pt

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Teatro Eden - Orion Eden Hotel - Lisboa



O Eden Hotel Orion está localizado na Praça dos Restauradores, na baixa de Lisboa.

O teatro inaugurado em 1931, foi projectado pelos arquitetos Carlo Florencio Cassiano Dias Branco, e fechou em 1989. Em 2001 foi transformado neste Hotel que manteve muitos dos detalhes arquitectónicos originais. As faixas rosa da fachada, em torno dos grandes vidros, foram restauradas e o interior transformado em um hotel de apartamentos.

Actualmente o prédio e a sua fachada imponente domina a Praça dos Restauradores, uma praça conhecida na cidade pelo seu pavimento em Calçada à Portuguesa.

Fotos: Celso Gonçalves Roc2c