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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Morreu Alcino Soutinho, o arquitecto da Câmara de Matosinhos

Associado à Escola do Porto, ficou principalmente conhecido como o autor da Câmara Municipal de Matosinhos, cidade onde projectou parte assinalável da sua obra.



O arquitecto Alcino Soutinho morreu neste domingo, aos 83 anos, na sua casa no Porto. Não sobreviveu ao cancro que o obrigou a diversas intervenções cirúrgicas no último ano.

Nascido em Vila Nova de Gaia a 6 de Novembro de 1930, Soutinho mudou-se para o Porto ainda criança, acompanhando a família, mas, como arquitecto, haveria de ficar principalmente conhecido como o autor da Câmara Municipal de Matosinhos, cidade onde projectou parte assinalável da sua obra, e que viria a homenageá-lo com duas medalhas de mérito e o título de cidadão honorário.

“Santos da casa não fazem milagres”, comentou o arquitecto à Fugas, no início deste ano, no decorrer de uma visita guiada aos seus lugares de eleição no Porto, onde sempre teve o seu atelier, e onde a sua obra de maior realce foi o restauro e ampliação da Casa-Museu Guerra Junqueiro, um projecto não acabado de Nicolau Nasoni. “É a única obra institucional que tenho no Porto”, confidenciava o arquitecto, que, no entanto, projectaria para a cidade edifícios que marcam o perfil actual da secção poente da Avenida da Boavista, como o da Bolsa de Derivados.

Em 1985, foi distinguido com o prémio Europa Nostra pela adaptação da pousada do castelo de Vila Nova de Cerveira.
Formado na Escola Superior de Belas-Artes do Porto em 1957, Soutinho foi colega de Álvaro Siza, com quem partilhou o interesse por outras disciplinas, a pintura e escultura, que nunca abandonariam.

Em 1961, viveu em Itália usufruindo de uma bolsa da Gulbenkian para estudar museologia. No regresso, leccionou na ESBAP, e integrou o Comissariado para a Renovação Urbana da Área Ribeira-Barredo, no Porto.

Ainda que tenha obra espalhada pelo país, ficou sempre associado à Escola do Porto – mesmo se a certa altura foi “acusado” de cedência ao pós-modernismo: “É verdade que fui considerado, não direi um trânsfuga, mas um herético da Escola do Porto. Não é totalmente verdade. O que não fui foi um seguidor epidérmico da Escola. Mas os princípios, a interpretação do sítio, todos esses mecanismos que subjazem à Escola estão sempre nas coisas que fui fazendo, mas não de uma forma seguidista”, comentou para a Fugas. E considerava que a Escola do Porto tinha já acabado, depois de cumprido o seu papel. “Teve o seu princípio, o seu apogeu, e acabou naturalmente”.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Trabalho Roc2c, calçada com padrão em xadrez, moradia em Estoril, Cascais

Início dos trabalhos

Material apoio para auxiliar no rigor e alinhamento do padrão da calçada

Mestre calceteiro a rematar a margem do pavimento 

Amostra do padrão com pedra branca (Ref: Roc2c0101) e preta (Ref: Roc2c0104)

Pormenor de pedra gravada com a nossa marca Roc2c 

 Preenchimento das juntas, para concluir calçada

Detalhe do trabalho final 

Vista aérea 

Detalhe do padrão em xadrez 

Vista do pavimento concluído 

Vista do terraço para o mar 

Calçada à Portuguesa
Terraço de Moradia Privada
Materiais: Calçada Vidraço Beje e Basálto Preto
Local: Estoril, Cascais, Portugal
Ano: 2013
Quantidade: 70 m2
Mestres calceteiros Roc2c

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mosteiro da Batalha - Património Mundial






O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, foi classificado como património da humanidade e inscrito na lista do património mundial da UNESCO, em 1983.

São critérios para atribuição desta classificação, entre outros, o reconhecimento da originalidade do bem cultural, associada ao génio criativo da humanidade.

Critérios
C i: representativa de uma obra-prima do génio criativo da humanidade.
C vi: direta ou materialmente associado a acontecimentos ou tradições, ideias, crenças ou obras artísticas e literárias com um significado universal.

Fotos: Celso Gonçalves Roc2c