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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Novos projectos em Lisboa promovem calçada e incentivam formação de calceteiros

Numa altura em que a Câmara de Lisboa discute o Plano de Acessibilidade Pedonal, que prevê remover a calçada portuguesa em algumas ruas da cidade, surgem projectos para promover a arte de calcetar e criar emprego.

O Plano de Acessibilidade Pedonal foi aprovado pela câmara em Dezembro e, na sexta-feira, foi apresentado aos deputados da assembleia municipal. O documento tem levantado críticas de associações de defesa do património e da oposição, que se opõem à limitação da calçada portuguesa a zonas turísticas.

Ao mesmo tempo, um pouco por toda a cidade, começam a surgir projectos que chamam a atenção para a calçada, a importância de a manter e cuidar e de formar calceteiros.

No Beco do Rosendo, a associação Renovar a Mouraria aliou a necessidade de criar emprego com a de melhorar a acessibilidade pedonal.


A presidente da associação, Inês Andrade, conta à agência Lusa que fez uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia e com uma empresa de construção civil para formar quatro desempregados na arte de calcetar.

"Juntámos o útil ao agradável. São quatro pessoas excelentes, na associação e mesmo na empresa estamos muito contentes com o trabalho deles. Vamos recomendá-los à junta de freguesia [de Santa Maria Maior] para que sejam eles a fazer os trabalhos de manutenção da calçada e mesmo trabalhos de construção civil", diz.

Com a discussão do Plano de Acessibilidade Pedonal e as críticas que lhe seguiram, Inês Andrade destaca a importância da manutenção e da qualidade da calçada -- antes da sua remoção.

"A calçada pode ser perigosa se não for bem colocada e, se não houver manutenção, pode ficar escorregadia. Bem colocada e mantida terá uma maior durabilidade", admite.

Por outro lado, para melhorar a acessibilidade nas proximidades do Beco, com uma população idosa, vão ser instalados corrimãos (para apoio nas escadarias íngremes do bairro) e uma calha para "bicicletas e carrinhos de bebé".

José António, de 19 anos, vive na Mouraria. Espera que a formação seja útil no futuro, mas lamenta que o Plano de Acessibilidade Pedonal possa limitar o novo trabalho.

"Podia haver mais trabalho, mas com menos calçada vai ser difícil. É pena que noutros países, como Angola e Brasil, se valorize a calçada e aqui não", diz.

Mamadu Dalde e Mamadu Radialo, de 22 e 60 anos, também pretendem trabalhar com calçada em Lisboa. "Há muitas ruas para arranjar. Basta que a câmara e a junta de freguesia queiram", defende José.

Também Patrícia Simões e Tiago Custódio, do projecto neoFOFO, lamentam a falta de formação de novos calceteiros.

Desde o início de Dezembro, estes dois jovens têm colocado 'calçada fofa', pequenos cubos de madeira envolvidos em lã colorida, nos espaços vazios dos passeios lisboetas.

"Buracos não faltam", atira Tiago, numa manhã de mais uma 'calcetagem fofa'. Em Benfica, os dois jovens limpam um buraco no passeio. Ali faltavam mais de dez pedras de calçada. Escolhem os seus 'neofofos', desenham um padrão.

"Qual é o objectivo? É para chamar a atenção para os buracos na calçada?", pergunta uma idosa. Patrícia responde que também, mas que principalmente é para "criar sensações".

A jovem afirma que o momento do lançamento do projecto "é coincidência" com o plano municipal, mas admite outros entendimentos: "Gostamos muito de calçada, da calçada fofa, mas mais da calçada portuguesa. Dos seus padrões, desenhos".

Tiago lamenta o estado da calçada e apela a uma maior -- e melhor -- manutenção.

"Percebemos que as pessoas possam cair, que as senhoras fiquem com os saltos presos, os custos... mas a calçada faz parte do nosso património", diz Patrícia.

Padrão de calçada 'fofo' escolhido, é tempo de fixar as peças ao chão com uma argamassa -- uma sugestão feita por um calceteiro profissional via Facebook.

A 'calçada fofa' está em mais de 30 locais de Lisboa. O primeiro 'neofofo' foi calcetado na zona de Benfica. A Estrada de Benfica é uma das primeiras ruas onde a câmara admite remover a calçada portuguesa.

Lusa/SOL

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A equipa Roc2c de mestres calceteiros - contacte-nos www.roc2c.com


Hand made cobblestone cut and Portuguese pavement laying techniques Roc2c 

Process Description

Roc2c has several teams of extraction, transformation and application of natural stone. It also includes a team of designers and architects responsible for customizing each project.
In any of our project, our main goal and focus, is to make a high quality lifetime pavement and also the total customer satisfaction. 
The process is the one used for many years, based in traditional techniques, and using only high quality cobblestone, so our work can be perfect. 

- Our Master Pavers team with more than 15 years experience in portuguese pavement;
- Our Stone quarry or qualified and certified suppliers;  
- Traditional paving techniques and methods, mixing different types of cobblestone;
- Portuguese cobblestone paving is a lifetime pavement, only made by artisans, art and knowledge passed from generation to generation.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo









  • Templos religiosos
  • Local: Rua do Carmo, 4050-164 Porto
  • Igreja construída na segunda metade do século XVIII, é um dos edifícios mais notáveis do rococó portuense, tanto na arquitectura como na talha que lhe molda o interior. A sua fachada lateral foi coberta em 1912 com um painel de azulejos, onde estão pintados desenhos da autoria de Silvestre Silvestri. São composições figurativas alusivas ao culto de Nossa Senhora. Edifício classificado como monumento nacional.
Fotos: Celso Gonçalves Roc2c

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Açores - Roteiros explicam matemática nas calçadas

Os padrões das calçadas dos Açores, onde se destacam rosáceas e frisos, vão estar reunidos em roteiros desenhados por um investigador da universidade açoriana, que pretende conjugar matemática e património e estender o projecto às varandas e artesanato. 


 «São padrões de que muitas vezes não nos apercebemos com a vida do dia-a-dia. A calçada portuguesa é muito apreciada em todo o mundo e todas as ilhas têm exemplos muito interessantes, alguns deles muito antigos, em termos de estética e classificação matemática», afirmou Ricardo Teixeira, do departamento de Matemática da Universidade dos Açores.

Este investigador tem-se dedicado à identificação e classificação dos padrões matemáticos da calçada das nove ilhas dos Açores, um levantamento que ficou concluído recentemente.

«Mesmo por baixo dos nossos pés é possível encontrar padrões muito interessantes», diz Ricardo Teixeira, explicando que resultam do contraste entre «o branco e preto» e «podem ser estudados do ponto de vista matemático recorrendo ao conceito de simetria», importante no âmbito dos programas de matemática do ensino básico.

«É importante que desde cedo o jovem tenha contacto com aplicações concretas da matemática no dia-a-dia. É possível conjugar um percurso onde se aprecia a matemática das calçadas e ao mesmo tempo nos damos conta de outros edifícios históricos», salientou, indicando que «o roteiro da cidade de Ponta Delgada inclui também referência aos monumentos históricos».

Além de ser um instrumento de trabalho para os professores que podem aplicar estes roteiros de simetria numa visita de estudo, Ricardo Teixeira disse que a «matemática das calçadas» pode ser também explorada do ponto de vista turístico e cultural, propondo a tradução destes roteiros em várias línguas, com o apoio das autarquias, cruzando assim património e ciência.

«Por exemplo, o levantamento conclui que Ponta Delgada e Angra do Heroísmo têm cinco tipos de frisos e a cidade da Horta tem seis tipos de frisos. É uma riqueza a nível patrimonial e com potencial de exploração em termos culturais e científicos que deve ser aproveitada», disse.

Actualmente estão disponíveis os roteiros de simetria de São Miguel, Terceira, Faial e Pico na páginahttp://sites.uac.pt/rteixeira/simetrias/ e está em conclusão o roteiro das restantes cinco ilhas, no âmbito do projecto nacional Matemática Urbana, um dos quatro temas principais do Ano Internacional da Matemática do Planeta Terra.

«Qualquer pessoa interessada em perceber mais um pouco das calçadas que percorremos todos os dias basta aceder à página e pode descarregar os roteiros», explicou Ricardo Teixeira, acrescentando que são disponibilizados artigos que explicam o conceito e os vários tipos de simetria, como fazer a classificação dos frisos e rosáceas, «numa linguagem acessível».

O investigador sublinhou a «riqueza» dos padrões que encontrou na calçada açoriana, mas alertou que «muitas vezes esta calçada é substituída por cimento ou por outro pavimento, perdendo-se um património que pode ser explorado».

No caso dos roteiros das calçadas, Ricardo Teixeira contou também com a colaboração de Susana Costa, do Departamento de História e especialista em património, Helena Melo, de Matemática, e Vera Moniz, professora do 3.º ciclo e secundário.