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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lisboa: AML aprova retirada da calçada portuguesa até 2017


A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou na terça-feira o Plano de Acessibilidade Pedonal, uma iniciativa que prevê a aplicação de 100 medidas, até 2017, para facilitar a mobilidade na capital do país. Algumas destas medidas passam pela criação de mais passadeiras, ciclovias e o rebaixamento de alguns passeios. Mas há outra que está a suscitar muita polémica.

Uma das medidas prevê a retirada da calçada portuguesa e está a gerar polémica, segundo avança a rádio TSF. A Associação de Defesa do Património garantiu já que vai avançar com uma petição para impedir que seja implementada.

Para a Associação de Defesa do Património de Lisboa, «esta medida é inaceitável» e, por isso, segundo a emissora, já anunciaram que vão realizar uma petição para impedir que o pavimento tradicional seja retirado.

À TSF, o vereador dos direitos sociais, João Afonso, garantiu que a retirada do referido pavimento só será feito nos locais em que a mesma represente um perigo.

Plano de Acessibilidade Pedonal aprovado por unanimidade

A Assembleia Municipal (AM) de Lisboa aprovou hoje por unanimidade o Plano de Acessibilidade Pedonal, que visa facilitar a mobilidade na capital eliminando barreiras arquitetónicas até 2017.

Afirmando que este plano é uma "prioridade política do executivo", o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, frisou que o objetivo é tornar Lisboa numa "cidade para todas as pessoas, de todas as idades, com e sem deficiência, com mais e menos condições para andar a pé".

O vereador rejeitou ainda a ideia de que o plano pretenda substituir toda a calçada portuguesa, afirmando que irão ser usados em alguns locais "pavimentos menos perigosos".

"Seremos os primeiros a defender uma boa calçada à portuguesa", disse.

Do lado dos deputados, todos se mostraram a favor do plano, tendo alguns apontado algumas melhorias ao projeto, como a deputada Ana Páscoa, do PCP, preocupada com o relatório de execução orçamental, que considerou "muito reduzido".

Considerando que o principal defeito do plano foi "não ter vindo mais cedo, João Pereira, do PSD, recomendou ainda a "alteração em sede de PDM da classificação de algumas vias, da temporização dos semáforos verdes dos peões e a salvaguarda do canal de circulação pedonal".

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revista chinesa de design vai abrir loja de peças portuguesas em Pequim

Uma revista chinesa de design e arquitectura, a Casa International, vai abrir este ano uma loja de peças portuguesas na maior e mais concorrida zona artística de Pequim, revelou à agência Lusa um dos promotores do projecto.


"Será uma montra da criatividade portuguesa", disse o director criativo da revista, Emanuel Barbosa.

O espaço já tem nome, Casa Shop, e abrirá no primeiro semestre do ano na conhecida "798", um antigo complexo industrial de 50 hectares cujas instalações acolhem centenas de galerias, lojas e cafés.

Além de artigos de moda, peças de mobiliário, cerâmicas ou candeeiros, a Casa Shop terá vinhos e outros "produtos portugueses de qualidade".

"Será um sítio que irá mostrar o que os portugueses sabem fazer e terá uma programação cultural relacionada com Portugal", afirmou Emanuel Barbosa, que é também responsável pela internacionalização da Escola Superior de Arte e Design (ESAD) de Matosinhos, norte de Portugal.

A revista Casa Internacional, fundada em Pequim há onze anos, já dedicou duas edições especiais a Portugal, uma sobre arquitectura, em Novembro de 2012, e outra sobre o mobiliário de Paredes, no outono passado.

"Não há dúvida que 'desenhado em Portugal' significa 'desenhado com qualidade'", assinalou o director da Casa International, Chen Yuanzheng, no número sobre a arquitectura portuguesa.

Lusa/SOL http://sol.sapo.pt/

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Novos projectos em Lisboa promovem calçada e incentivam formação de calceteiros

Numa altura em que a Câmara de Lisboa discute o Plano de Acessibilidade Pedonal, que prevê remover a calçada portuguesa em algumas ruas da cidade, surgem projectos para promover a arte de calcetar e criar emprego.

O Plano de Acessibilidade Pedonal foi aprovado pela câmara em Dezembro e, na sexta-feira, foi apresentado aos deputados da assembleia municipal. O documento tem levantado críticas de associações de defesa do património e da oposição, que se opõem à limitação da calçada portuguesa a zonas turísticas.

Ao mesmo tempo, um pouco por toda a cidade, começam a surgir projectos que chamam a atenção para a calçada, a importância de a manter e cuidar e de formar calceteiros.

No Beco do Rosendo, a associação Renovar a Mouraria aliou a necessidade de criar emprego com a de melhorar a acessibilidade pedonal.


A presidente da associação, Inês Andrade, conta à agência Lusa que fez uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia e com uma empresa de construção civil para formar quatro desempregados na arte de calcetar.

"Juntámos o útil ao agradável. São quatro pessoas excelentes, na associação e mesmo na empresa estamos muito contentes com o trabalho deles. Vamos recomendá-los à junta de freguesia [de Santa Maria Maior] para que sejam eles a fazer os trabalhos de manutenção da calçada e mesmo trabalhos de construção civil", diz.

Com a discussão do Plano de Acessibilidade Pedonal e as críticas que lhe seguiram, Inês Andrade destaca a importância da manutenção e da qualidade da calçada -- antes da sua remoção.

"A calçada pode ser perigosa se não for bem colocada e, se não houver manutenção, pode ficar escorregadia. Bem colocada e mantida terá uma maior durabilidade", admite.

Por outro lado, para melhorar a acessibilidade nas proximidades do Beco, com uma população idosa, vão ser instalados corrimãos (para apoio nas escadarias íngremes do bairro) e uma calha para "bicicletas e carrinhos de bebé".

José António, de 19 anos, vive na Mouraria. Espera que a formação seja útil no futuro, mas lamenta que o Plano de Acessibilidade Pedonal possa limitar o novo trabalho.

"Podia haver mais trabalho, mas com menos calçada vai ser difícil. É pena que noutros países, como Angola e Brasil, se valorize a calçada e aqui não", diz.

Mamadu Dalde e Mamadu Radialo, de 22 e 60 anos, também pretendem trabalhar com calçada em Lisboa. "Há muitas ruas para arranjar. Basta que a câmara e a junta de freguesia queiram", defende José.

Também Patrícia Simões e Tiago Custódio, do projecto neoFOFO, lamentam a falta de formação de novos calceteiros.

Desde o início de Dezembro, estes dois jovens têm colocado 'calçada fofa', pequenos cubos de madeira envolvidos em lã colorida, nos espaços vazios dos passeios lisboetas.

"Buracos não faltam", atira Tiago, numa manhã de mais uma 'calcetagem fofa'. Em Benfica, os dois jovens limpam um buraco no passeio. Ali faltavam mais de dez pedras de calçada. Escolhem os seus 'neofofos', desenham um padrão.

"Qual é o objectivo? É para chamar a atenção para os buracos na calçada?", pergunta uma idosa. Patrícia responde que também, mas que principalmente é para "criar sensações".

A jovem afirma que o momento do lançamento do projecto "é coincidência" com o plano municipal, mas admite outros entendimentos: "Gostamos muito de calçada, da calçada fofa, mas mais da calçada portuguesa. Dos seus padrões, desenhos".

Tiago lamenta o estado da calçada e apela a uma maior -- e melhor -- manutenção.

"Percebemos que as pessoas possam cair, que as senhoras fiquem com os saltos presos, os custos... mas a calçada faz parte do nosso património", diz Patrícia.

Padrão de calçada 'fofo' escolhido, é tempo de fixar as peças ao chão com uma argamassa -- uma sugestão feita por um calceteiro profissional via Facebook.

A 'calçada fofa' está em mais de 30 locais de Lisboa. O primeiro 'neofofo' foi calcetado na zona de Benfica. A Estrada de Benfica é uma das primeiras ruas onde a câmara admite remover a calçada portuguesa.

Lusa/SOL