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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lançada petição pública contra retirada de calçada portuguesa

O MyiArts, entidade de apoio às artes, cultura e turismo, informou hoje que criou uma petição pública contra a retirada da calçada portuguesa aprovada na passada terça-feira pela Assembleia Municipal de Lisboa.

A retirada da calçada faz parte do Plano de Acessibilidade Pedonal, aprovado por unanimidade na assembleia e que visa facilitar a mobilidade na cidade de Lisboa, eliminando barreiras arquitectónicas até 2017.

Segundo o município, que alega razões de segurança para a medida, o plano não visa substituir toda a calçada portuguesa.

"Trata-se de um crime contra a cultura portuguesa. Um pedaço de história que é de todos e de cada um, um cartão-de-visita a quem vem à capital portuguesa", refere o MyiArts, em comunicado.

Na qualidade de Associação Internacional das Artes e Cultura, o MyiArts acredita que "uma medida como esta é inaceitável, pois vai contra a preservação do património cultural da cidade de Lisboa", sugerindo "a implementação de mecanismos que preservem este pedaço de História" para que quem visite Lisboa possa admirar, mas também para que "as novas gerações não percam o amor que têm por aquilo que é seu por direito próprio".

Contudo, o MyiArts apoia o Plano de Acessibilidade Pedonal, expressando que "a criação de mais passadeiras, ciclovias e o rebaixamento de passeios são de aplaudir" e representam "acções que vão melhorar a vida de quem mais precisa".

Na quinta-feira, a Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora (ANIET) criticou também a decisão de retirar a calçada de alguns locais da cidade, lamentando que Portugal "não valorize o melhor que tem".

"O próprio município de Lisboa tem uma escola de calceteiros e os trabalhadores têm sido convidados a executar trabalhos em várias cidades estrangeiras e têm arrecadado distinções internacionais", referiu a directora executiva, Francelina Pinto.

O Plano de Acessibilidade Pedonal é uma "prioridade política do executivo", afirmou o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, aquando da aprovação na passada terça-feira em assembleia municipal, frisando que o objectivo é tornar Lisboa numa "cidade para todas as pessoas, de todas as idades, com e sem deficiência, com mais e menos condições para andar a pé".

O responsável fez a distinção entre calçada artística e "calçada sem qualidade", associada a uma "generalização ao uso de cubos de vidraço" e que levou a uma aplicação em zonas menos adequadas (como ruas inclinadas, já que o polimento acelerado do calcário o torna escorregadio), à utilização de materiais de menor qualidade, ao aumento do volume de trabalho (com redução de tempo de execução e do preço e desencorajando o uso de mão-de-obra especializada) e tornou a fiscalização mais difícil.

O Plano de Acessibilidade Pedonal visa também prevenir o aparecimento de novas barreiras e adaptar as edificações existentes, actuando assim nos equipamentos municipais, na articulação com a rede de transporte público e na via pública.

O documento refere que a execução deste plano será financiada pela própria autarquia, o que não "implica que a Câmara de Lisboa seja a única fonte de financiamento". Por outro lado, a mudança da calçada será "sempre progressiva".

"A Câmara de Lisboa não dispõe nem de meios nem de tempo para proceder a uma substituição instantânea ou integral. Não se trata, por isso, de acabar com a calçada. Nem faz sentido afirmar que ou se mantém toda a calçada ou os passeios se tornam uma manta de retalhos, ou que não se deve alterar o revestimento enquanto não se ordenarem as infra-estruturas de subsolo em toda a cidade", lê-se no plano.

Lusa/SOL

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lisboa: AML aprova retirada da calçada portuguesa até 2017


A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou na terça-feira o Plano de Acessibilidade Pedonal, uma iniciativa que prevê a aplicação de 100 medidas, até 2017, para facilitar a mobilidade na capital do país. Algumas destas medidas passam pela criação de mais passadeiras, ciclovias e o rebaixamento de alguns passeios. Mas há outra que está a suscitar muita polémica.

Uma das medidas prevê a retirada da calçada portuguesa e está a gerar polémica, segundo avança a rádio TSF. A Associação de Defesa do Património garantiu já que vai avançar com uma petição para impedir que seja implementada.

Para a Associação de Defesa do Património de Lisboa, «esta medida é inaceitável» e, por isso, segundo a emissora, já anunciaram que vão realizar uma petição para impedir que o pavimento tradicional seja retirado.

À TSF, o vereador dos direitos sociais, João Afonso, garantiu que a retirada do referido pavimento só será feito nos locais em que a mesma represente um perigo.

Plano de Acessibilidade Pedonal aprovado por unanimidade

A Assembleia Municipal (AM) de Lisboa aprovou hoje por unanimidade o Plano de Acessibilidade Pedonal, que visa facilitar a mobilidade na capital eliminando barreiras arquitetónicas até 2017.

Afirmando que este plano é uma "prioridade política do executivo", o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, frisou que o objetivo é tornar Lisboa numa "cidade para todas as pessoas, de todas as idades, com e sem deficiência, com mais e menos condições para andar a pé".

O vereador rejeitou ainda a ideia de que o plano pretenda substituir toda a calçada portuguesa, afirmando que irão ser usados em alguns locais "pavimentos menos perigosos".

"Seremos os primeiros a defender uma boa calçada à portuguesa", disse.

Do lado dos deputados, todos se mostraram a favor do plano, tendo alguns apontado algumas melhorias ao projeto, como a deputada Ana Páscoa, do PCP, preocupada com o relatório de execução orçamental, que considerou "muito reduzido".

Considerando que o principal defeito do plano foi "não ter vindo mais cedo, João Pereira, do PSD, recomendou ainda a "alteração em sede de PDM da classificação de algumas vias, da temporização dos semáforos verdes dos peões e a salvaguarda do canal de circulação pedonal".

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revista chinesa de design vai abrir loja de peças portuguesas em Pequim

Uma revista chinesa de design e arquitectura, a Casa International, vai abrir este ano uma loja de peças portuguesas na maior e mais concorrida zona artística de Pequim, revelou à agência Lusa um dos promotores do projecto.


"Será uma montra da criatividade portuguesa", disse o director criativo da revista, Emanuel Barbosa.

O espaço já tem nome, Casa Shop, e abrirá no primeiro semestre do ano na conhecida "798", um antigo complexo industrial de 50 hectares cujas instalações acolhem centenas de galerias, lojas e cafés.

Além de artigos de moda, peças de mobiliário, cerâmicas ou candeeiros, a Casa Shop terá vinhos e outros "produtos portugueses de qualidade".

"Será um sítio que irá mostrar o que os portugueses sabem fazer e terá uma programação cultural relacionada com Portugal", afirmou Emanuel Barbosa, que é também responsável pela internacionalização da Escola Superior de Arte e Design (ESAD) de Matosinhos, norte de Portugal.

A revista Casa Internacional, fundada em Pequim há onze anos, já dedicou duas edições especiais a Portugal, uma sobre arquitectura, em Novembro de 2012, e outra sobre o mobiliário de Paredes, no outono passado.

"Não há dúvida que 'desenhado em Portugal' significa 'desenhado com qualidade'", assinalou o director da Casa International, Chen Yuanzheng, no número sobre a arquitectura portuguesa.

Lusa/SOL http://sol.sapo.pt/